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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ativou o aviso amarelo para os distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Viseu, Castelo Branco e Portalegre. A medida deve-se à persistência de valores particularmente baixos da temperatura mínima, previstos para o período entre as 00:00 de segunda-feira, dia 5 de janeiro, e as 09:00 do dia seguinte. Este é o nível menos severo na escala de três do instituto, mas sinaliza uma situação de risco para atividades expostas às condições meteorológicas.
Paralelamente, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou um conjunto de conselhos à população para mitigar os efeitos do frio na saúde. O organismo recorda que o risco de problemas respiratórios, o agravamento de patologias crónicas e a ocorrência de acidentes tendem a aumentar com o descenso térmico. Num tom prático, a nota publicada no seu portal online desdobra-se em sugestões. Recomenda-se vestir várias camadas de roupa, proteger as extremidades com luvas e gorros e calçar sapatos antiderrapantes. A hidratação da pele e a ingestão de líquidos quentes, como sopas, são igualmente apontadas como fundamentais.
A DGS vai um pouco além das dicas mais óbvias e toca em pormenores do dia a dia. Em casa, sugere-se que se evite permanecer sentado por mais de uma hora consecutiva, uma forma simples de promover a circulação e ajudar a manter o calor corporal. Na alimentação, apela-se a refeições mais frequentes — encurtando os intervalos entre elas — e a um maior consumo de frutos e hortícolas, ricos em nutrientes que podem ajudar a combater infeções. Já os fritos e os alimentos com excesso de gordura ou açúcar devem ser evitados.
O documento mostra especial preocupação com os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas, trabalhadores que exercem a sua atividade ao ar livre ou pessoas em situação de isolamento ou sem-abrigo. Para estes, e de um modo geral, a DGS aconselha um planeamento antecipado: garantir a existência de medicamentos e alimentos suficientes para períodos em que seja difícil sair, e identificar, desde já, alguém que possa auxiliar nessas deslocações caso seja necessário. No exterior, a recomendação é clara: evitar esforços físicos exagerados.
NR/HN/Lusa



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