Catarina Martins diz que fragilização do SNS “só pode ser estratégia do Governo”

8 de Janeiro 2026

A candidata presidencial Catarina Martins afirmou hoje que a degradação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) “só pode ser estratégia do Governo” e acusou Marcelo Rebelo de Sousa de não fazer nada, defendendo uma Presidência “bem diferente”.

“O SNS está cada vez mais frágil e começa a ser a altura de pensarmos que não pode haver tanta incompetência e que há uma degradação do SNS que é, do meu ponto de vista, uma estratégia do Governo. Só pode ser uma estratégia do Governo”, acusou Catarina Martins.

Durante a manhã, a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro já tinha deixado críticas à gestão do executivo, após ter sido noticiada a morte de um homem, na terça-feira no Seixal, depois de quase três horas à espera de socorro do INEM.

Perante uma sala com cerca de 30 pessoas, no Teatro Trindade, na Figueira da Foz, no início de sessão pública dedicada ao ambiente, Catarina Martins endureceu o ataque e questionou a intenção do Governo.

“Nenhum Governo é assim tão incompetente. Nenhum Governo corta tanto sem saber o que vai acontecer no dia seguinte”, afirmou, lançando também críticas ao Presidente da República, que acusou de não fazer nada.

Sublinhando que o Presidente da República deve agir perante as falhas na saúde, a candidata a Belém argumentou que o facto de estar a decorrer a campanha para as eleições presidenciais não pode justificar o silêncio de Marcelo Rebelo de Sousa.

“A gripe não espera, o que está a acontecer não espera”, alertou Catarina Martins, que defendeu uma Presidência da República “bem diferente” que obrigue o Governo a responder perante os problemas.

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