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Na sessão de abertura, o engenheiro Marco de Sousa Nunes destacou a complementaridade entre saúde e arte, referindo que ambas procuram restaurar o equilíbrio, promover a autonomia e melhorar a qualidade de vida. Sublinhou que a Clínica FisioCampus surge com uma visão centrada na excelência clínica da reabilitação, suportada por equipas altamente qualificadas e por um modelo de intervenção que coloca a pessoa no centro dos cuidados. Relativamente à Galeria Campus 7 Art, frisou o seu papel na aproximação dos programas de saúde à comunidade através da criação artística e cultural, valorizando artistas locais e promovendo o bem-estar e a ligação comunitária.
Bruno Pereira, coordenador do Campus de Saúde, recordou que a criação da Clínica FisioCampus começou durante as obras do Campus, motivada pelo interesse dos utentes em manter a fisioterapia no mesmo espaço após o internamento ou cuidados continuados. A vontade institucional de desenvolver um serviço diferenciado e o apoio de parceiros conduziram à concretização da clínica, que ocupou um espaço anteriormente utilizado como rouparia, após um processo de planeamento e obras sucessivas.
André Macedo, coordenador da unidade, explicou que o objetivo da clínica é tornar-se uma referência regional, adotando uma abordagem centrada na pessoa que alia rigor clínico à evidência científica mais recente. A FisioCampus oferece serviços em regime ambulatório que complementam o internamento, abrangendo pré e pós-internamento, recuperação funcional e prevenção, incluindo fisioterapia, consultas de fisiatria, pilates clínico em grupo e com equipamentos, programas de neuroreabilitação em articulação com terapia ocupacional, consultas de saúde pélvica e, futuramente, posturografia e equipamentos de suspensão para reduzir carga e tensão nas fases iniciais da intervenção.
Bruno Pereira reforçou que a clínica rejeita práticas sem base científica, apostando em abordagens validadas e num trabalho contínuo de educação em saúde, que envolve esclarecimento permanente desde o primeiro contacto até ao acompanhamento clínico. Anunciou ainda a intenção de desenvolver rastreios com dados objetivos para identificar grupos de maior risco, nomeadamente de quedas, e a participação em campanhas comunitárias de promoção da saúde, como o open day realizado no âmbito do Dia Mundial da Saúde.
Armando Jorge de Carvalho, provedor da Misericórdia, enquadrou a inauguração no percurso de crescimento sustentável da instituição, destacando o investimento, inovação e responsabilidade na resposta às necessidades da comunidade. Referiu a importância da Unidade de Saúde integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e da Residência Sénior de Santana. Apontou a Clínica FisioCampus como resposta a uma necessidade local, orientada para a qualidade e excelência clínica na reabilitação, colocando a pessoa no centro da recuperação. Destacou ainda a Galeria Campus 7 Art como símbolo de abertura à comunidade e à cultura, evidenciando a sua dimensão solidária, com um evento de beneficência cujas verbas revertem para uma instituição local de apoio a crianças e jovens.
Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, considerou a inauguração da Clínica FisioCampus um momento esperado, resultado da dinâmica e capacidade de resposta das equipas do Campus de Saúde. Destacou a importância de reunir respostas diversificadas para diferentes faixas etárias e áreas da saúde, bem como a articulação com a Unidade Local de Saúde e outros parceiros. Enfatizou a integração da arte e cultura no espaço de saúde como sinal de abertura à cidade e envolvimento comunitário.
Em resposta a uma questão do HealthNews sobre a visão política do concelho relativa ao investimento em saúde e valorização territorial, Fernando Paulo Ferreira explicou que o Campus de Saúde, promovido pela Misericórdia, insere-se na estratégia de envolvimento da comunidade e criação de novos serviços no centro da cidade. Sublinhou o apoio do município à construção do Campus e a requalificação urbana da zona antiga envolvente, destacando a concretização da expectativa de gerar dinâmica económica, social e comunitária, reforçando o papel do investimento em saúde como motor de qualidade de vida e valorização territorial.
HN/AL



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