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“Comigo na Presidência da República, outras medidas já teriam sido tomadas e o primeiro-ministro e a ministra da Saúde teriam sido chamados várias vezes a Belém”, disse Jorge Pinto, visivelmente incomodado. O candidato do Livre reagia assim ao caso de um homem de 78 anos que faleceu na terça-feira, depois de uma demora no atendimento do INEM. A situação foi classificada como prioridade 3, que prevê meios em 60 minutos, mas a viatura só foi enviada cerca de três horas depois.
O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, já veio a público esclarecer que o socorro foi ativado em 15 minutos, mas não havia ambulâncias disponíveis na margem Sul. Jorge Pinto, contudo, não poupou críticas: “Não está confortável” em viver num país onde uma pessoa, “aqui bem perto de Lisboa”, espera mais de três horas pelo emergência e acaba por falecer.
Antes de uma reunião com a Ordem dos Advogados, no quarto dia de campanha, o candidato defendeu que um chefe de Estado “não pode deixar de falar da defesa e proteção do SNS”. Prometeu ainda, em caso de vitória, organizar estados gerais dedicados ao serviço público de saúde. No seu entender, o investimento previsto para 2026, face à inflação, representa na prática uma redução – “algo insustentável” num setor já asfixiado.
A terminar, Jorge Pinto abordou a justiça, manifestando desconforto com as “fugas de informação do Ministério Público” que têm visado outros candidatos. “Vai prejudicar a imagem do nosso sistema judicial, da nossa democracia”, alertou, defendendo uma separação de poderes efetiva.
NR/HN/Lusa



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