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Em declarações transmitidas no “Jornal Nacional” da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que tem de haver “uma explicação, um esclarecimento, o mais rápido possível”, sem especificar – no excerto que foi transmitido – por parte de quem.
“Eu sei que não é fácil para se saber exatamente o que se passou, mas o deixar passar muito tempo é negativo para a reação da opinião pública”, advertiu.
Num outro excerto transmitido pela TVI, o chefe de Estado referiu que “o senhor primeiro-ministro já anunciou hoje que há mais ambulâncias” e disse esperar que “estejam localizadas onde devem ser localizadas, que haja uma capacidade de resposta”.
“Se há problemas a resolver em termos financeiros, que sejam resolvidos; se há problemas operacionais, que sejam resolvidos, porque as pessoas precisam de certezas, precisam realmente de esclarecimento e de certezas, como quem diz: se isto me acontecer a mim?”, acrescentou.
Em declarações transmitidas no “Jornal da Noite” da SIC, sobre o mesmo assunto, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “há um problema de comunicação” e que “tem de se esclarecer o que se passou”, referindo que “num caso o presidente do INEM fê-lo, nos outros isso não foi feito imediatamente”.
O Presidente da República realçou a mensagem de que “esse esclarecimento é muito importante” e chamou a atenção para “problemas de coordenação” dentro do sistema de saúde.
Depois, Marcelo Rebelo de Sousa falou do futuro que se segue ao fim do seu mandato, acentuando a responsabilidade do primeiro-ministro, Luís Montenegro, aquilo ao que “é preciso fazer no Governo”.
“Há lugar para pôr de pé o que é que preciso pôr de pé, para que isto funcione de uma maneira diferente. Depois, o que se passa a seguir? Haverá um Presidente da República diferente, haverá um primeiro-ministro que decidirá. É o primeiro-ministro que decide permanentemente sobre aquilo que é preciso fazer no Governo”, disse.
Durante esta semana, pelo menos três pessoas morreram depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.
O INEM abriu auditorias e invocou a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais que as impede de ir atender a outras ocorrências.
lusa/HN



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