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A região de Lisboa e Vale do Tejo concentra o maior número de doentes em espera, totalizando 270. No Norte, estavam 80 doentes à espera, na região Centro 67, no Alentejo nove e no Algarve 23. Entre os hospitais com maiores tempos de espera destacam-se o Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca – Amadora-Sintra, onde 42 doentes urgentes aguardavam em média nove horas e 33 minutos, e o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, com 12 doentes à espera por sete horas e 58 minutos.
O sistema de triagem recomenda que as situações muito urgentes (pulseira laranja) sejam atendidas nos 10 minutos seguintes à triagem, os casos urgentes (amarela) em até 60 minutos, e os pouco urgentes (verdes) em até 120 minutos. Contudo, os tempos médios de espera ultrapassam estas recomendações, o que evidencia constrangimentos nos serviços de urgência.
Durante o fim de semana, estarão abertos cerca de 128 serviços de urgência em todo o país, aos quais se juntam 35 serviços de Ginecologia e Obstetrícia que funcionam no âmbito de um projeto-piloto que exige contacto prévio através da linha SNS 24. No entanto, há encerramentos programados para as urgências de Ginecologia e Obstetrícia em alguns hospitais, nomeadamente no Hospital Infante Dom Pedro, em Aveiro, e no Hospital São Bernardo, em Setúbal, com o número de encerramentos a aumentar para três no domingo, principalmente na região de Lisboa e Vale do Tejo. No domingo, prevê-se também o encerramento da urgência de Ginecologia no Hospital Vila Franca de Xira, bem como nos serviços de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro.
As autoridades de saúde destacam que os principais constrangimentos nos serviços de urgência se devem à falta de médicos especialistas para assegurar as escalas, situação mais evidente na região de Lisboa e Vale do Tejo. Por esta razão, apelam à população para que contacte a Linha SNS24 (808 24 24 24) antes de se deslocar a uma urgência, de modo a receber orientação adequada.
lusa/SNS/HN/AL



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