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Dois novos casos de mpox foram confirmados pelas autoridades sanitárias moçambicanas esta semana, fazendo subir para 93 o número total de infecções desde que o surto teve início, a 11 de Julho do ano passado. Não há registo de mortes.
A informação consta do boletim diário sobre a doença emitido pelo Ministério da Saúde, ao qual a Lusa teve acesso. O documento, com dados actualizados até terça-feira, dia 7, refere ainda a notificação de dois casos suspeitos nas últimas 24 horas, um na província de Manica e outro em Tete. A confirmação dos dois positivos, no entanto, veio agora actualizar o panorama geral.
Desde o início do surto, Moçambique contabilizou um acumulado de 1894 casos suspeitos. Desses, 1892 já foram testados, resultando nos 93 diagnósticos positivos para a doença. O ritmo de novas infecções mantém-se, assim, irregular mas persistente, o que impede as autoridades de decretar o fim do evento. Em Outubro, a directora nacional adjunta de Saúde Pública, Aleny Couto, já tinha explicado que, para tal, seria necessário um período de 60 dias consecutivos sem qualquer registo novo.
O país, garante o Ministério que lidera, mantém-se em alerta e com capacidade operacional para responder. Existe, segundo as mesmas fontes, estoque disponível para realizar cerca de quatro mil testes, processados localmente nos laboratórios de Saúde Pública de todas as capitais provinciais. Uma infra-estrutura que pretende evitar atrasos no diagnóstico e na resposta.
A mpox, uma doença zoonótica causada por um vírus da mesma família da varíola, foi identificada pela primeira vez em 1970 na República Democrática do Congo. Em Moçambique, a história do vírus é mais recente. O primeiro caso data de Outubro de 2022, diagnosticado na cidade de Maputo. O surto actual, porém, apresenta uma dinâmica própria e mais alargada, mantendo as equipas no terreno ocupadas e a população informada, numa tentativa clara de conter qualquer expansão mais dramática.
NR/HN/Lusa



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