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Num comunicado divulgado esta semana, a Greenpeace manifestou profunda preocupação com a decisão da administração norte-americana. John Hocevar, diretor da campanha de Oceanos da Greenpeace nos Estados Unidos, afirmou que o presidente “ignora os interesses dos Estados Unidos para promover a sua própria agenda pessoal”, colocando em perigo, na sua perspetiva, o futuro coletivo. Sublinhou que os desastres climáticos já custaram milhares de milhões de dólares à economia americana, questionando a lógica de abdicar de um papel ativo na sua resolução.
A Greenpeace Portugal, através do seu diretor, classificou o movimento como “um ato de profunda irresponsabilidade”. Em declarações incluídas no documento, a estrutura portuguesa da organização alertou que os Estados Unidos, sendo o maior emissor histórico de gases com efeito de estufa, ao afastarem-se de mecanismos essenciais de cooperação, agravam significativamente a resposta global à crise climática. Frisou ainda que a decisão representa um desrespeito pelos compromissos internacionais e pelas recomendações científicas, nomeadamente as trabalhadas no âmbito do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC).
A organização teme um efeito dominó, onde outros governos possam seguir o exemplo e abandonar os seus próprios compromissos climáticos. O comunicado aponta ainda que as alterações climáticas constituem uma ameaça direta aos direitos humanos, afetando a vida, a saúde, a alimentação e a habitação de milhões, particularmente das populações mais vulneráveis.
A Greenpeace reitera a sua posição de que a colaboração multilateral é indispensável para enfrentar um desafio que ultrapassa fronteiras, considerando que a retirada norte-americana deixa o mundo mais desprotegido perante uma emergência que não desaparece com o abandono dos acordos.
NR/HN/MM



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