Hospitais da Universidade de Coimbra desmentem alegação de doente no chão por falta de macas

11 de Janeiro 2026

A Unidade Local de Saúde de Coimbra refutou as informações que davam conta de uma utente oncológica ter ficado deitada no chão do Serviço de Urgência por falta de macas. Segundo a instituição, a doente entrou sentada numa cadeira de rodas e foi assistida dentro dos tempos adequados

A Unidade Local de Saúde de Coimbra veio publicamente negar a veracidade de notícias que relataram uma situação em que uma doente oncológica teria permanecido deitada no chão do Serviço de Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra por insuficiência de macas. Num comunicado detalhado, a ULS de Coimbra fundamenta a sua posição com os registos clínicos e os testemunhos dos profissionais que estiveram presentes.

De acordo com o relato da instituição, um familiar terá pedido uma maca na pré-triagem, mas após avaliação foi verificada a possibilidade de a utente, descrita como calma e orientada, utilizar uma cadeira de rodas. Essa cadeira foi disponibilizada com apoio de um segurança, tendo a doente ingressado no serviço sentada, acompanhada por dois familiares. A versão é corroborada pelos seguranças em serviço.

O documento esclarece ainda que, num momento posterior, um dos familiares decidiu regressar ao carro, trazer uma manta, estendê-la no chão e deitar a doente, anunciando a intenção de fotografar e divulgar imagens. Um bombeiro alertou a equipa de enfermagem, que interveio de imediato, procedendo à triagem da utente. A ULS sublinha que nunca permitiria que uma doente, oncológica ou não, ficasse no chão por falta de meios.

Quanto ao atendimento clínico, a doente recorreu ao Serviço de Urgência em duas ocasiões distintas. Na primeira admissão, foi triada com prioridade laranja às 13h45, observada pela Cirurgia Geral, medicada e teve alta às 20h34. Dois dias depois, num segundo episódio, foi novamente classificada com triagem laranja às 10h34, reavaliada, medicada e recebeu alta às 13h43, com articulação para seguimento adequado.

A ULS de Coimbra assume uma clara defesa dos seus profissionais, rejeitando as acusações que lhes foram dirigidas. Refere que as equipas da Urgência enfrentam turnos exigentes e penosos, com elevada pressão assistencial, atuando sempre com profissionalismo. A instituição mostra-se totalmente disponível para prestar todos os esclarecimentos adicionais necessários, reafirmando o compromisso com a verdade dos factos e a qualidade dos cuidados.

NR/HN/Lusa

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