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O anúncio foi feito através das redes sociais da Unidade Local de Saúde Santa Maria (ULSSM), que gere a estrutura. Até ao passado dia 8 de janeiro, o balanço apontava para 25.058 utentes recebidos neste espaço, que funciona como uma via clínica intermédia. A unidade foi pensada para acolher situações de baixa urgência, mas que carecem de uma observação presencial rápida, desafogando assim os serviços de urgência hospitalar.
Segundo a ULSSM, os números agora conhecidos vêm confirmar a pertinência do modelo. A instituição defende que há uma “adequação da referenciação” para o CAC, produzindo-se um “balanço geral de rapidez na resposta e satisfação” tanto entre os pacientes como nos profissionais que ali trabalham. O centro, aliás, tem recebido pessoas de fora da sua área de referência geográfica habitual, um dado que por si só suscita alguma curiosidade sobre a sua notoriedade.
A operacionalidade do CAC de Sete Rios, primeiro do género no país, assenta num encaminhamento prévio. Cerca de 70% dos doentes chegam através da Linha SNS 24, que filtra as chamadas e direciona os casos. Os restantes 30% são derivados diretamente do Serviço de Urgência Central do próprio Hospital de Santa Maria, que identifica situações passíveis de serem acompanhadas na nova unidade. Deste fluxo total, apenas 2% dos utentes acabaram por necessitar de um reencaminhamento posterior para a urgência hospitalar, um valor que a administração certamente verá com bons olhos.
O ritmo de trabalho mantém-se elevado. Já na primeira semana deste ano de 2026, a estrutura registou uma média de sessenta atendimentos diários. Está aberta todos os dias, das oito da manhã às oito da noite, com uma equipa multidisciplinar que inclui médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico e terapêutica. No local é possível realizar radiografias, colher sangue para análises clínicas ou fazer eletrocardiogramas, exames fundamentais para uma primeira avaliação cardíaca. Este conjunto de valências no próprio edifício parece ser um dos trunfos para a tal rapidez de resposta tantas vezes invocada.
A criação do centro, em agosto de 2024, visou precisamente criar uma alternativa para casos menos complexos, libertando a pressão sobre a urgência do Hospital de Santa Maria e oferecendo uma resposta mais ágil à população. Os dados divulgados, ainda que não explícitos sobre pormenores como tempos médios de espera, pintam um retrato inicial de uma experiência considerada positiva pelas entidades gestoras. O modelo de Sete Rios, com estes números na mão, poderá ditar um caminho para a abertura de estruturas semelhantes noutros pontos do país.
NR/HN/Lusa



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