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A Delegação da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa registou um total de 5.700 operações de emergência durante o ano de 2025. Os números, divulgados pela instituição este mês, espelham uma atividade intensa na assistência pré-hospitalar, garantida por um dispositivo que funciona ininterruptamente na região.
De acordo com o comunicado emitido pela estrutura, a esmagadora maioria dessas ocorrências – concretamente 4.053 – corresponde a serviços de emergência pré-hospitalar. Essas ações, que abrangem o piquete diurno mantido entre 01 de julho e 31 de dezembro, foram possíveis graças ao empenho de 126 voluntários. O corpo operacional é composto por enfermeiros, socorristas e técnicos de emergência dedicados, cuja presença se estende a toda a ilha.
Em paralelo, a mesma equipa assegurou 169 operações de apoio e assistência pré-hospitalar em eventos de carácter social, cultural e desportivo. Para estas tarefas, mobilizaram-se 112 voluntários. A estes números junta-se uma outra frente de trabalho constante: os transportes de doentes não urgentes. Só neste capítulo, a Cruz Vermelha madeirense contabilizou 1.543 deslocações ao longo dos doze meses.
Analisando a natureza das ocorrências que motivaram a intervenção, as situações de doença, incluindo os casos de doença súbita, lideram claramente a tabela. Foram registadas 2.679 ocorrências desta tipologia. Os traumatismos e as quedas surgem a seguir, com 621 registos. Já o transporte convencional de utentes entre diferentes unidades de saúde do arquipélago exigiu 353 intervenções. As evacuações e os transportes médicos aéreos, de resposta mais complexa, totalizaram 135 missões no ano.
No domínio específico da sinistralidade rodoviária, a atuação da Estrutura Local de Emergência materializou-se em 44 colisões, 25 despistes e três acidentes envolvendo veículos fora de estrada. São dados que pintam um retrato parcelar da atividade de uma instituição que, como sublinha no seu comunicado, mantém um dispositivo de emergência ativo 24 horas por dia, todos os dias da semana, no território da Madeira. Uma operação silenciosa, mas vital, que corre sobre os ombros de quem oferece o seu tempo sem outro motivo que não seja o de estar presente.
NR/HN/Lusa



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