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A Unidade Local de Saúde (ULS) Santa Maria confirmou os dados, que correspondem ao nascimento de 2.740 bebés. A cifra representa um crescimento de 4% face a 2022, último ano completo antes do encerramento do bloco de partos para requalificação, e um aumento de 8% em comparação com 2019, antes da pandemia. A trajetória ascendente acentua-se quando se recua uma década, com uma subida de 17% no volume de partos.
O desempenho surge após a conclusão de um processo que não foi linear. A renovação da urgência de Obstetrícia e Ginecologia e a construção da nova Maternidade Luís Mendes da Graça, obras que começaram em agosto de 2023, geraram contestação interna. Na época, vários especialistas abandonaram o serviço, manifestando reservas quanto às condições de trabalho e assistenciais durante a transição. Durante esse período, a resposta às utentes foi assegurada no Hospital São Francisco Xavier, através de um protocolo com o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental.
A urgência reabriu faseadamente em agosto de 2024, seguida pela maternidade um mês depois. A infraestrutura foi formalmente inaugurada a 21 de abril de 2025 pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que presidia ao Santa Maria quando as obras arrancaram. Com o fim do protocolo de colaboração a 1 de janeiro de 2024, as equipas do Santa Maria regressaram na íntegra e passaram ainda a assegurar a urgência metropolitana de Ginecologia da região de Lisboa e Vale do Tejo, para além de reforçarem escalas no Hospital Beatriz Ângelo.
A instituição atribui os números ao investimento no reforço das equipas multidisciplinares do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Medicina da Reprodução. A capacidade instalada da nova maternidade permite agora a realização de até 4.500 partos anuais, mais mil e quinhentos do que a capacidade anterior. A consolidação do serviço, que lidou com casos de alta complexidade sem interrupções na urgência ao longo do último ano, parece agora solidificar-se num novo patamar de atividade.
N/HN/Lusa



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