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A Unidade Local de Saúde da Cova da Beira conseguiu reduzir de forma significativa o número de cirurgias em espera e os respetivos prazos ao longo do último ano, segundo dados oficiais divulgados esta terça-feira.
De acordo com a administração da ULS da Cova da Beira, 96% dos processos cirúrgicos que estavam pendentes no final de 2024 foram já realizados. Em 2025, a instituição levou a cabo 3.309 intervenções no âmbito da Lista de Inscritos para Cirurgia, lista que, um ano antes, contabilizava 3.444 utentes em espera.
Os responsáveis não escondem uma certa satisfação ao classificar estes números como reflexo de uma “resposta cirúrgica robusta e sustentada”. Houve, contudo, 135 casos que não chegaram a ser operados. A justificação avançada aponta para “condicionantes de natureza clínica”, já identificadas, e que não estariam relacionadas com eventuais limitações da capacidade operatória do hospital.
Ao longo do ano passado, ingressaram na lista 2.383 novos utentes. Apesar desse fluxo, a administração sublinha que “o saldo final é claramente positivo”. Em termos líquidos, a lista cirúrgica encolheu de 3.444 para 2.518 utentes entre 31 de dezembro de 2024 e 7 de janeiro de 2026, uma quebra global de 27% que surpreende pela positiva face ao volume de novas inscrições.
Dos processos mais antigos, a ULS adianta que ficaram resolvidos todos os que datavam de antes de 2023. Permanecem por resolver apenas três casos desse ano, todos na especialidade de Ortopedia, envolvendo utentes com outras patologias que impedem, por enquanto, a realização da cirurgia.
A melhoria foi particularmente visível nos tempos de espera considerados excessivos. A lista de utentes que aguardavam por uma operação há mais de um ano caiu de 634, no final de 2024, para 76 no início deste mês. Esta redução de 88% não apaga, no entanto, o facto de 66 desses 76 casos pendentes continuarem a ser da área da Ortopedia, especialidade que já concentrava, em 2024, 543 situações de espera prolongada.
NR/HN/Lusa



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