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O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enfrentou um ano de carga extrema em 2025, com os seus Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) a processarem um número sem precedentes de solicitações. No total, foram atendidas 1.656.891 chamadas, um valor que supera em 166 mil os registos do ano anterior e configura um novo máximo histórico.
A natureza dos contactos espelha a vastidão de cenários que chegam diariamente à linha de emergência. Os motivos mais frequentes prenderam-se com situações de trauma, que totalizaram 246.267 ocorrências. Seguiram-se outros problemas clínicos diversos, que somaram 220.261 casos, alterações do estado de consciência (195.318) e episódios de dispneia, ou dificuldade respiratória, que justificaram 158.600 contactos. Estes números, avançados pelo próprio instituto num comunicado divulgado esta quarta-feira, ilustram a complexidade do trabalho de triagem realizado pelos profissionais.
Uma fatia significativa desse volume, contudo, não correspondia a verdadeiras emergências médicas. Em 109.521 situações, o que se traduz numa média redonda de 300 chamadas por dia, a avaliação inicial dos operadores do CODU concluiu não existir perigo de vida iminente. Esses casos foram, consequentemente, reencaminhados para a Linha SNS 24, criada precisamente para gerir questões de saúde não urgentes.
O INEM aproveita o balanço anual para reiterar um apelo direto à população. A instituição sublinha, com algum tom de preocupação, que o 112 é um recurso vital que deve ser reservado para circunstâncias de emergência grave, onde está em risco a integridade física das pessoas. A utilização indevida para problemas menores, alertam, não é inocente: pode sobrecarregar as linhas e condicionar a mobilização imediata de ambulâncias e outros meios de socorro, atrasando a assistência a quem dela depende de forma crítica. O pico de chamadas, segundo se percebe, coloca uma pressão operacional considerável sobre todo o sistema de emergência.
NR/HN/Lusa



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