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A primeira intervenção, uma reparação robótica de uma obstrução duodenal associada à síndrome de Wilkie, foi conduzida pelo diretor do Serviço de Cirurgia Pediátrica, Jorge Correia-Pinto. A operação contou com a colaboração do cirurgião espanhol Alberto Parente, de Córdoba. Em paralelo, a equipa dedicou-se a um caso de estrofia vesical, uma malformação rara e complexa da bexiga num lactente. Este procedimento ficou a cargo do urologista pediátrico Rúben Lamas-Pinheiro, que trabalhou em conjunto com o especialista britânico Peter Cuckhow, vindo de Londres.
Para Jorge Correia-Pinto, este arranque em 2026 espelha um compromisso antigo. “A colaboração com especialistas internacionais tem sido, ao longo da história do Serviço, uma prática natural sempre que a diferenciação e a excelência dos cuidados prestados às crianças o exigem”, afirmou. O momento, segundo referiu, reflete uma inovação que pretende ser sobretudo responsável, ancorada na qualidade assistencial.
A adoção desta tecnologia representa uma evolução palpável na oferta da instituição, que passa a dispor de mais uma ferramenta para abordar problemas cirúrgicos pediátricos de grande exigência. A prática de recorrer a conhecimentos externos, como aconteceu com os especialistas de Espanha e do Reino Unido, consolida-se como uma estratégia para enfrentar casos de particular raridade ou complexidade técnica. A ULS Braga pretende, com este movimento, alinhar-se com os centros de referência que já utilizam a robótica como auxiliar em cirurgias delicadas em idades precoces.
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PR/HN/MM



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