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Desde que retomou funções, a infraestrutura registou 208 aterragens, afirmando-se como um ponto nodal para o transporte aéreo de emergência na região de Lisboa e o mais ativo do país no contexto hospitalar. A sua operação abrange três vertentes principais: o transporte urgente de doentes críticos, incluindo crianças e vítimas de queimaduras; a logística associada ao transporte de órgãos e equipas médicas especializadas; e o apoio à rede hospitalar da capital, facilitando encaminhamentos entre instituições.
O investimento, que ultrapassou meio milhão de euros, permitiu obras de requalificação e a recertificação pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), após um período de interdição que se prolongou desde 2020. As intervenções incluíram a modernização dos sistemas de iluminação, a renovação integral do pavimento e a definição de corredores exclusivos para viaturas de emergência, medidas que encurtam o tempo entre a aterragem e a prestação efetiva de cuidados.
Carlos Martins, presidente da Unidade Local de Saúde Santa Maria, manifestou satisfação com o percurso da infraestrutura. “Olhamos para este balanço com grande contentamento. Aqui cumprimos mais uma missão de enorme importância, não só na resposta ao doente crítico com destino a Santa Maria, mas também para lá dos nossos muros, como interface com todo o SNS”, afirmou. O primeiro transporte de um doente após a reabertura ocorreu a 17 de março de 2025, e desde então a plataforma opera 24 horas por dia, destacando-se na cadeia de sobrevivência de casos complexos.
A atividade consolidou o heliporto como recurso logístico para o sul do país e para operações de âmbito nacional, recebendo pedidos de centros como o Hospital de São João, no Porto, ou o Hospital Pediátrico de Coimbra, sobretudo para missões críticas de colheita e entrega de órgãos.
PR/HN/MM



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