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O aparecimento de peixes sem vida nas piscinas naturais das Termas do Carapacho, na ilha Graciosa, levou as autoridades regionais a desencadear um processo de análise para determinar a origem do sucedido. A situação foi reportada esta semana, com exemplares a flutuarem inertes naquelas águas normalmente calmas e frequentadas por banhistas.
Em resposta, o Governo Regional dos Açores, através de um comunicado divulgado hoje, confirmou que a Secretaria Regional do Mar e Pescas e a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática estão no terreno, em articulação operacional com a Autoridade Marítima Nacional, a acompanhar de perto o episódio. O foco, sublinha a nota oficial, está na “recolha de exemplares para necropsias e análises laboratoriais”, um trabalho que conta com a colaboração técnica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), cujos especialistas se deslocaram ao local.
O objetivo imediato das equipas, que já recolheram amostras de água, passa por identificar com precisão a causa exata do incidente. Paralelamente, procede-se à avaliação contínua de vários parâmetros físico-químicos que determinam a qualidade ambiental da água contida nas piscinas. As autoridades preferem, contudo, não avançar com especulações sobre as razões que estarão na base desta mortandade, aguardando pelos resultados dos exames laboratoriais que estão agora em curso.
Apesar do cenário visível nas piscinas, o Governo dos Açores procurou acalmar eventuais preocupações mais alargadas, sustentando que a monitorização realizada até ao momento “confirma que este é um episódio isolado e circunscrito ao interior das piscinas das Termas”. Esta conclusão preliminar assenta no facto de, segundo as mesmas fontes, não terem sido detetados peixes debilitados ou mortos nas áreas de mar aberto que circundam o complexo balnear do Carapacho, nem noutros pontos da costa daquela ilha do Grupo Central do arquipélago.
A estância das Termas do Carapacho, conhecida pelas suas águas termais e pelas piscinas naturais formadas por rocha vulcânica, é um ponto de interesse turístico na Graciosa. O incidente, inédito na sua dimensão recente, suscitou alguma perplexidade local, mantendo-se agora a expectativa pelos resultados das perícias que poderão esclarecer o misterioso fenómeno. O link para o comunicado do executivo açoriano pode ser consultado aqui. Mais informações sobre o trabalho do IPMA estão disponíveis no seu portal institucional.



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