Tumor de 60 quilos removido em operação de oito horas na Rússia

16 de Janeiro 2026

Uma equipa de oncologistas nos Urais realizou uma cirurgia de oito horas para extrair um lipossarcoma gigante de um paciente de 50 anos, que conviveu com a massa tumoral desde os 33

Especialistas do Centro Regional de Cancro de Sverdlovsk, nos Montes Urais, concluíram com êxito a remoção de um lipossarcoma com massa superior a 60 quilogramas. O paciente, um homem de 50 anos, carregava o tumor em progressão lenta há mais de vinte anos, conforme detalhou o Ministério da Saúde da região de Sverdlovsk no seu <a href=”https://www.minzdrav.midural.ru/”>site oficial</a>.

O comunicado das autoridades sanitárias descreve um cenário clínico de rara magnitude. A massa, que preenchia quase por completo a cavidade abdominal, acabou por comprimir estruturas vitais como a veia cava inferior e deslocar intestinos e bexiga. “Os nossos profissionais não se deparavam com algo assim há três décadas”, admitiu o departamento, realçando a complexidade do procedimento.

Em declarações reproduzidas pela instituição, o próprio doente relatou uma coexistência prolongada e inicialmente assintomática com a patologia. “A minha barriga começou a crescer quando tinha 33 anos e não me incomodou até aos 50. Conseguia viver com ela, tinha forças e não interferia com o meu trabalho. Só depois dessa idade é que a situação se tornou mais difícil”, confessou. A deteção formal aconteceu durante um exame médico de rotina, que revelou a extensão real do problema.

Uma equipa multidisciplinar de oito cirurgiões e anestesistas envolveu-se na operação, que se estendeu por cerca de oito horas até à extração completa da neoplasia. Os lipossarcomas, tumores raros que se originam no tecido adiposo, são conhecidos pelo seu carácter insidioso. Desenvolvem-se, frequentemente, de modo furtivo e sem sinais claros, sendo muitas vezes identificados apenas quando o seu volume já causa pressão mecânica e desconforto visível.

O caso, agora amplamente divulgado, serve de alerta para a necessidade de vigilância perante alterações corporais persistentes, mesmo que aparentemente benignas. A recuperação do paciente decorre dentro dos parâmetros esperados.

NR/HN/Lusa

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