![]()
A onda gripal que tem afetado a região do Médio Tejo começou finalmente a ceder um pouco de terreno. Na semana de 07 a 14 de janeiro, a Unidade Local de Saúde (ULS) Médio Tejo registou aqueles que classifica como os primeiros “sinais de abrandamento da atividade gripal”. A informação, avançada esta quinta-feira em comunicado, chega num contexto que, não iludamos, ainda é de uma pressão considerável sobre os serviços. A tal estabilização de que falam os serviços tem, portanto, dois rostos.
Por um lado, nas cinco urgências hospitalares da unidade – que integram os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas – a média diária de atendimentos fixou-se nos 430. Um número que, apesar de elevado, se manteve inalterado face às semanas anteriores, sugerindo que se terá atingido uma espécie de plató. A própria ULS admite que estes valores são “compatíveis com uma fase de estabilização da procura” associada às síndromes respiratórias.
Já a rede de cuidados de saúde primários, essa, continua sob fogo cerrado. A média de consultas por doença aguda rondou as 476 diárias, um volume que teima em não baixar. No último domingo, aliás, realizaram-se 130 consultas, um dado que a administração destaca para sublinhar a “adesão da população” ao alargamento de horários e ao reforço do atendimento ao fim de semana. Parece claro que muitos utentes estão a optar por este canal em detrimento das urgências hospitalares.
Nos cuidados intensivos, o cenário é menos preocupante do que poderia ser. Encontram-se internados cinco doentes, quatro dos quais com patologia respiratória. Todos, garante a nota, têm “evolução clínica favorável”. É um indicador que aponta para um impacto mais contido da gripe nos casos mais graves, pelo menos nesta fase específica.
Os números da vigilância laboratorial, por seu turno, contam uma história de circulação viral moderada. Entre 05 e 12 de janeiro, foram processados 850 testes a 425 doentes com suspeita. A taxa de positividade ficou-se pelos cerca de 10% para os vírus da gripe A e B.
Apesar dos ventos de mudança, a estrutura de saúde não baixa a guarda. O nível 2 do seu Plano de Contingência Sazonal – Módulo Inverno, ativado no passado dia 07 de janeiro, permanece em vigor. A justificação é simples: a monitorização da situação epidemiológica continua, sobretudo agora que as previsões meteorológicas apontam para uma descida acentuada das temperaturas nos próximos dias. A calma, sabemo-lo, pode ser apenas momentânea.
A ULS Médio Tejo, sediada em Torres Novas, assegura a resposta de saúde a uma população de cerca de 170 mil utentes, distribuídos por onze concelhos dos distritos de Santarém e Castelo Branco. A sua rede é composta por três hospitais e 35 unidades funcionais de cuidados de saúde primários.
NR/HN/Lusa



0 Comments