Unidade Móvel de Proença-a-Nova superou dois mil atendimentos no ano passado

17 de Janeiro 2026

O veículo de saúde percorreu mais de nove mil quilómetros em 2025, assegurando consultas e vigilância, sobretudo junto da população mais idosa do concelho de Castelo Branco

A Unidade Móvel de Saúde (UMS) do município de Proença-a-Nova realizou 2.001 atendimentos ao longo do ano de 2025. Os números, avançados pela autarquia num comunicado divulgado esta sexta-feira, espelham uma atividade intensa deste serviço que roda pelo território do concelho.

Foram precisamente 259 as deslocações efetuadas, que totalizaram uma distância acumulada de 9.631 quilómetros. A unidade estacionou em 102 locais diferentes, levando rastreios e acompanhamento a onde muitas vezes os cuidados tradicionais não chegam de forma tão simples. Desse total de contactos, 186 corresponderam a primeiras utilizações do serviço, um dado que a Câmara Municipal não hesita em sublinhar. “Revela a capacidade da Unidade Móvel de Saúde em alcançar novos públicos”, pode ler-se no documento, “e em responder a necessidades que, de outra forma, poderiam ficar sem resposta”.

Do trabalho desenvolvido resultou o encaminhamento de 56 pessoas para consulta médica. Deste lote, 15 foram consideradas urgências, enquanto às restantes 41 foi recomendada uma consulta de medicina familiar. A autarquia frisa a rotina da atuação no terreno, que passa pelo acompanhamento de utentes, avaliações de saúde e, claro, a derivação para cuidados mais especializados quando se impõe. Tudo isto, argumentam, ajuda a detetar problemas mais cedo e a melhorar, no geral, a qualidade de vida das pessoas.

O perfil do utente comum ajuda a entender a missão do projeto. A média de idades ronda os 69 anos, o que coloca a UMS numa posição crucial para apoiar as franjas mais envelhecidas da população, muitas vezes com dificuldades de mobilidade ou a residir em lugares mais isolados. “Assume um papel fundamental na prevenção da doença, vigilância de fatores de risco e promoção de hábitos de vida saudáveis”, rematou o município.

Os quilómetros feitos e os casos acompanhados acabam por traduzir, na visão da edilidade, algo que vai além dos números. O serviço é apresentado como uma ferramenta essencial para a coesão social e territorial, garantindo cuidados de saúde de proximidade, pensados para as pessoas e ajustados à realidade específica de um concelho do interior.

NR/HN/Lusa

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