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Fundada a 17 de janeiro de 1974, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) celebra esta semana o seu quinquagésimo segundo aniversário. Jorge Ferreira, que atualmente preside aos destinos da instituição, não esconde um certo orgulho ao olhar para trás, mas o seu discurso insiste no caminho que falta percorrer. Mais de cinco décadas dedicadas à saúde respiratória em Portugal representam, na sua leitura, um património de visão científica e de espírito pioneiro que moldou a especialidade. Um trabalho, diz, sempre comprometido com a chamada excelência clínica, sem nunca descuidar a formação e a investigação.
O presente, contudo, traz consigo uma agenda carregada de desafios que Ferreira não hesita em enumerar. A pneumologia afirma-se hoje como uma especialidade central, mas o futuro, aquele que se constrói agora, exige respostas novas. Os problemas demográficos, as questões ambientais que tanto impactam os pulmões e a evolução epidemiológica obrigam a uma mudança de ritmo. O presidente da SPP defende, por isso, uma integração mais profunda de saberes, um trabalho multidisciplinar que quebre barreiras e, acima de tudo, uma medicina respiratória cada vez mais centrada nas pessoas e nas suas circunstâncias sociais. Não se trata apenas de tratar doenças, mas de compreender vidas.
A comemoração destes 52 anos serve, assim, tanto para olhar o passado com gratidão como para fixar o horizonte. Ao longo da sua existência, a Sociedade tornou-se um pilar na promoção da formação contínua e na atualização científica dos profissionais de saúde na área respiratória. Paralelamente, tentou reforçar a literacia em saúde dos portugueses, um esforço por vezes invisível mas considerado fundamental. Na sua mensagem de aniversário, dirigida a todos os que acompanham e constroem diariamente o projeto da SPP, Jorge Ferreira deixou um misto de reconhecimento e apelo. O trajeto está consolidado, mas o compromisso com o amanhã é que dita a verdadeira medida do sucesso.
PR/HN/MM



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