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Álvaro Almeida rejeitou de forma categórica a ideia de que a saúde pública esteja mergulhada num período caótico. As declarações surgiram durante uma visita ao Hospital Padre Américo, no distrito do Porto, onde integrou a comitiva da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. O próprio hospital encontra-se, neste momento, a operar no nível máximo do seu plano de contingência. “Não só não há caos, como estamos a responder melhor do que no passado. Obviamente que sempre houve problemas, os problemas não desapareceram, se continua a haver algumas situações de muita dificuldade, mas se fosse caos agora, então no passado era muito pior do que é agora”, afirmou o responsável máximo do SNS, tentando calibrar a perceção pública sobre o desempenho da rede hospitalar. Acompanhado pela governante, que optou por não se dirigir aos jornalistas no local, Almeida percorreu vários espaços da unidade de saúde, um equipamento originalmente projetado para servir uma população de 300 mil pessoas mas que na realidade assiste cerca de 500 mil utentes, distribuídos por onze concelhos diferentes. O diretor-executivo reconheceu a existência de dificuldades, afastando, contudo, a noção de que estas possam ser resolvidas de um momento para o outro. “Estamos a melhorar todos os anos, estamos a melhorar todos os meses e, portanto, não eliminamos os problemas todos de um dia para o outro, os problemas existem e estamos conscientes e atentos”, acrescentou, numa tentativa de equilibrar o reconhecimento das fragilidades com uma mensagem de confiança na trajetória do serviço. As palavras de Álvaro Almeida vão no mesmo sentido das declarações proferidas pela ministra Ana Paula Martins na véspera, em Viana do Castelo. No Hospital de Santa Luzia, a titular da pasta da Saúde tinha já negado a existência de caos no SNS, garantindo a sua intenção de permanecer no cargo e de não desvalorizar os aspetos que correm “menos bem”. “Não é que a ministra não ouça as críticas. Mas desistir é coisa que não vai acontecer. Não nos comprometemos com o povo para, nas dificuldades, desistirmos dele”, assegurou na segunda-feira, mostrando-se desagradada com o que considerou serem críticas injustificadas. Para Ana Paula Martins, o caminho a seguir é o da persistência, mantendo o rumo traçado. “É muito mais fácil fazer do SNS uma série de situações que acontecem, ainda. Mas estamos aqui para melhorar, para trabalhar sobre elas. Se não desistirmos e persistirmos vamos conseguir. Já tem alguns resultados”, afirmou, deixando claro que não pondera, de forma alguma, apresentar a sua demissão.
NR/HN/Lusa



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