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O Acordo Coletivo de Trabalho celebrado pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que está em vigor desde o início do ano passado, materializa-se agora em aumentos salariais concretos para 2026. Esta é a fase seguinte de um percurso negocial que pretende, nas palavras do sindicato, uma valorização progressiva e sustentada da profissão. Os reflexos nos contracheques começam agora a ser visíveis, ainda que com alguns percalços administrativos no caminho.
Para um Assistente a cumprir as 40 horas semanais, por exemplo, a aplicação do acordo traduz-se, no presente ano, num avanço de duas ou três posições na carreira remuneratória. Já os Assistentes Graduados no mesmo regime de trabalho sobem um escalão. São movimentos que, apesar de parecerem técnicos, se traduzem em mais dinheiro ao fim do mês. O cálculo exato, contudo, varia consoante a categoria, o regime de trabalho e o tempo de serviço.
O SIM alerta, no entanto, para uma situação que está a ocorrer. As entidades empregadoras que, por qualquer motivo, não tenham conseguido processar estas atualizações nos vencimentos de janeiro são obrigadas a fazê-lo de forma retroativa. Ou seja, quando o ajuste for finalmente realizado, terá de vir acompanhado do montante em dívida relativo ao primeiro mês do ano. É uma garantia contractual que tira peso de consciência a quem ainda não viu a diferença no banco.
Paralelamente, há outro elemento a causar alguma confusão nos recibos deste mês. O aumento geral de 2,15% para a função pública, decretado pelo Governo, também ainda não foi aplicado. A justificação conhecida pelo sindicato prende-se com o sistema informático. A atualização do sistema RHV – Recursos Humanos e Vencimentos – só está prevista para fevereiro, o que trará, também aí, um acerto retroativo a janeiro. São, portanto, duas componentes distintas a somar na folha salarial dos médicos: a do acordo específico da classe e a do aumento do setor público.
Para que cada médico possa fazer as suas contas e perceber onde fica com todas estas mudanças, o SIM disponibiliza no seu site oficial uma ferramenta prática. Trata-se de uma tabela comparativa que cruza os valores de 2023 com os agora acordados para 2026, contemplando os diferentes regimes de trabalho. Basta um clique para aceder e fazer uma análise pessoal e detalhada. O link direto está publicado na área sindical.
O acompanhamento da correta execução de tudo o que foi pactuado mantém-se como uma prioridade declarada da estrutura liderada por Jorge Roque da Cunha. A promessa é a de que o trabalho feito à mesa das negociações se transforme, sem desvios ou atrasos injustificados, em ganhos efetivos no dia a dia de todos os profissionais representados. O caminho, garantem, é esse.
PR/HN/MM



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