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Os três hospitais da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria contabilizaram, em conjunto, menos 139.928 atendimentos nos seus serviços de urgência durante 2025. A quebra mais significativa ocorreu no Hospital de Santo André, em Leiria, que viu os seus números quase reduzirem-se para metade, passando de 232.044 para 115.095 episódios. Esta unidade concentra as valências geral, pediátrica e ginecológica. Em Alcobaça, a urgência básica do Hospital Bernardino Lopes Oliveira atendeu 18.689 pessoas, menos 2.604 que no ano anterior, e em Pombal os números encolheram para 16.242, abaixo das 17.817 de 2024. Em contrapartida, a atividade programada ganhou novo fôlego. A ULS realizou 23.178 intervenções cirúrgicas, mais 1.018 do que em 2024, com a esmagadora maioria (17.027) a serem feitas em regime de ambulatório. As consultas de especialidade também subiram, fixando-se nas 323.987, um acréscimo de mais de 14 mil. Já nos centros de saúde, as consultas médicas ultrapassaram 1,25 milhões e as de enfermagem chegaram a 808.083. Os internamentos convencionais, excluindo outras modalidades, resultaram na alta de 19.510 doentes. O conselho de administração, liderado por Manuel Carvalho, que tomou posse há pouco mais de um ano, atribuiu o desempenho ao empenho dos profissionais num contexto de “elevada pressão assistencial”, evitando o encerramento de serviços. O ano ficou marcado por projetos como a Unidade de Internamento Temporário, o Hospital no Domicílio Sénior e a teleconsulta, além da reorganização de vários serviços. A instalação do Departamento de Saúde Pública no Hospital de Santo André foi outro dos passos dados. Para o futuro, a estratégia desenhada passa por investimentos avultados, na ordem dos 20,1 milhões de euros, maioritariamente financiados pelo PRR. A maior fatia, cerca de 7 milhões, será canalizada para a eficiência energética dos três hospitais. Está também nos planos o reforço da capacidade assistencial e a aposta em equipamento pesado, como a cirurgia robótica, a ressonância magnética e um angiógrafo de teto. A ULS pretende consolidar o modelo integrado entre hospital e cuidados primários, privilegiando respostas de proximidade, mesmo reconhecendo “desafios persistentes” nos recursos humanos. O caminho, sustentam, será o de uma “evolução sustentada”, apostando na acessibilidade e na valorização das equipas.
NR/HN/Lusa



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