Hospital de Torres Novas transforma espaço de tratamentos diários

21 de Janeiro 2026

Após obras de remodelação, o Hospital de Dia da unidade de Torres Novas oferece agora um espaço unificado e moderno para tratamentos ambulatórios. A intervenção visa responder ao crescimento acentuado da procura, que ultrapassou as 40 mil sessões anuais

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) concluiu uma obra de ampliação e requalificação no seu Hospital de Dia de Torres Novas. Este tipo de unidade assume uma importância crescente no acompanhamento de doentes crónicos e oncológicos, e a intervenção agora finalizada é um reflexo dessa realidade. Tratou-se de juntar três compartimentos existentes numa única sala ampla, com perto de 57 metros quadrados, gerando um espaço físico mais funcional.

Os números ajudam a perceber a premência da obra. A atividade do Hospital de Dia da instituição cresceu 42% entre 2021 e o ano passado, o que significa quase mais doze mil sessões de tratamento. Em 2025, pela primeira vez, a barreira das 40 mil sessões anuais foi ultrapassada, com um aumento de 11,3% face a 2024. São doentes que, por exemplo, precisam de quimioterapia, diálise ou outras terapêuticas regulares, mas que podem retornar a casa no próprio dia. Esta dinâmica de crescimento, que se verifica há vários anos consecutivos, pressionou as instalações anteriores.

O investimento rondou os doze mil e duzentos euros e não se limitou a derrubar paredes. O projeto contemplou melhorias técnicas para acomodar e utilizar de forma segura múltiplos equipamentos clínicos, algo fundamental numa unidade que atende várias especialidades. Para além da Oncologia e Nefrologia, a Dermatologia, a Gastrenterologia e a Reumatologia também utilizam o espaço.

“Reflete uma visão estratégica clara”, afirmou Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, sobre a obra. O gestor sublinhou que a aposta está centrada na qualificação das infraestruturas para responder às necessidades reais. “Para os doentes que frequentam o Hospital de Dia, muitas vezes ao longo de meses ou anos, o espaço onde recebem tratamento faz uma diferença real no seu bem-estar”, acrescentou. A expectativa é que as novas condições proporcionem mais conforto, privacidade e dignidade, valores que Casimiro Ramos vincou como prioritários.

A dimensão humana foi, aliás, um dos vetores do projeto. A ideia era afastar-se de um ambiente fragmentado e criar uma área mais arejada e humanizada. Trata-se de um aspeto que os profissionais de saúde da casa defendem que tem impacto no próprio estado dos utentes, para além de permitir uma organização do trabalho mais fluida e eficiente. A unidade continua a funcionar nas suas especialidades de referência, mas agora com uma capacidade técnica e um conforto ambiental reforçados.

Esta requalificação insere-se num conjunto mais amplo de intervenções que a administração da ULS Médio Tejo tem vindo a promover nos seus equipamentos. O objetivo passa por modernizar espaços e adaptá-los ao aumento da atividade, num contexto em que a medicina ambulatória ganha um peso cada vez maior nos sistemas de saúde. A aposta pretende também reduzir a necessidade de internamentos convencionais, sempre que clinicamente adequado, libertando camas para casos de maior agudização.

Os doentes que iniciam agora tratamentos no Hospital de Dia de Torres Novas encontrarão um espaço substancialmente diferente do que existia há apenas alguns meses. A obra já está concluída e em pleno funcionamento, servindo a população do Médio Tejo que depende destes cuidados.

PR/HN/MM

 

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