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A criança, identificada como Sofija (nome fictício), recebeu os dois órgãos do pai numa intervenção realizada no Hospital Papa Giovanni XXIII, em Itália, segundo noticiou na terça-feira a agência de notícias italiana ANSA.
Pai e filha tiveram uma evolução clínica favorável após o transplante e receberam alta hospitalar na segunda-feira, encontrando-se ambos bem.
A menina sofria há vários anos de uma doença genética rara que afeta simultaneamente o fígado e os rins. Devido à progressão da patologia, necessitava de diálise desde os quatro anos de idade, situação que tornava indispensável uma solução terapêutica definitiva.
Antes da intervenção, foi realizada uma avaliação rigorosa da adequação clínica do dador e da recetora. O processo incluiu a análise por parte da Comissão Regional de Terceiros, que emitiu parecer favorável, seguindo-se a aprovação formal do Ministério Público de Bérgamo, conforme previsto na legislação italiana para transplantes em vida.
Este transplante combinado representa um marco na transplantação em Itália, ao envolver a doação simultânea de dois órgãos por um único dador vivo, no âmbito de um procedimento cuidadosamente avaliado do ponto de vista médico, ético e legal.
lusa/HN



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