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Um homem de 41 anos segue detido depois de uma operação de rotina da Guarda Nacional Republicana ter descortinado uma fraude no registo dos tempos de condução. A ação decorreu na passada segunda-feira, numa estrada do concelho de Almeida, e tudo aconteceu de forma relativamente simples. Os militares do Destacamento de Trânsito da GNR da Guarda aproximaram-se do veículo pesado e, no decurso da fiscalização, depararam-se com uma incongruência. O cartão do tacógrafo, aquele pequeno dispositivo que é como a caixa negra dos camiões, não correspondia ao condutor presente.
Segundo a nota enviada pelo Comando Territorial da Guarda à agência Lusa, estava ali uma tentativa clara de iludir a lei. O cartão pertencia a outra pessoa, um método que permite esticar as horas ao volante para lá do legalmente permitido e encurtar, ou simplesmente eliminar, os períodos de descanso obrigatório. É um jogo perigoso, como não se cansam de avisar as autoridades. A fadiga ao volante não é um detalhe, mas sim uma das causas profundas de muitos acidentes graves envolvendo veículos pesados.
O motorista, apanhado em flagrante, não teve grande margem para explicações. O cartão foi apreendido de imediato, peça fundamental para o processo crime de falsificação de notação técnica que agora lhe é atribuído. Os papéis, com todos os contornos do caso, seguiram para o Tribunal Judicial de Almeida, que ficará encarregue de todo o procedimento legal subsequente.
A GNR aproveitou para sublinhar, num tom mais formal, o óbvio que por vezes parece esquecido. Estas manipulações ao sistema do tacógrafo não são simples infrações. Comprometem, e de que maneira, a segurança nas estradas. Colocam em risco a vida do próprio condutor, que conduz exausto, e a de todos os outros que partilham a faixa de rodagem. O tacógrafo existe por uma razão muito concreta: travar os excessos. Ignorar a sua função é, em última análise, desprezar um mecanismo pensado para salvar vidas. O caso de Almeida serve agora como mais um exemplo, uma narrativa seca sobre como uma fiscalização de rotina pode desvendar um risco evitável.
NR/HN/Lusa



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