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O alerta para uma paragem cardíaca junto à estação de comboios de Abrantes foi dado às 07:29 da passada quinta-feira, segundo a cronologia registada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica. Classificada como P1, o nível mais grave que implica “risco imediato de vida”, a ocorrência deveria ter visto uma ambulância no local em, no máximo, oito minutos. A corporação de bombeiros voluntários foi acionada cinco minutos depois do primeiro alerta, pelas 07:34. A chamada chegou-lhes já com o tempo em contra-relógio.
A ambulância dos Bombeiros Voluntários de Abrantes e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Médio Tejo rumaram ao local. Contudo, o meio mais diferenciado, a VMER, só completou o trajecto pelas 07:53, de acordo com os registos oficiais. A viatura chegou, portanto, 24 minutos após o alarme inicial e 16 minutos depois do prazo máximo estabelecido para uma situação daquela gravidade. O homem, de 45 anos, não sobreviveu.
Questionado pela Lusa, o comandante dos bombeiros de Abrantes afirmou que cumprir o tempo resposta de oito minutos é uma meta irrealista com as atuais condições da estrada que liga a corporação à estação. “Quando há trânsito e camiões, como a via dificulta a ultrapassagem, chegamos a demorar 35 a 40 minutos”, descreveu, pintando um cenário de constrangimento logístico habitual. A justificação aponta para um fosso entre os protocolos definidos à secretária e a realidade do terreno nos distritos.
O incidente ocorreu num dia particularmente sobrecarregado para os serviços de emergência. O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar confirmou que, apenas na tarde desse mesmo dia, se acumularam “várias dezenas de ocorrências” à espera de meios, com picos que ultrapassaram as 60 situações em simultâneo. Muitas dessas chamadas, segundo o STEPH, viram os tempos de resposta máximos serem ultrapassados, não sendo, assim, um caso isolado.
O sistema de prioridades em vigor desde o início do ano é claro nas suas ambições. Para as P1, como era este caso, o relógio marca oito minutos. As ocorrências P2, “muito urgentes”, têm um prazo de 18 minutos. Já as classificadas como P3 (“urgentes”) e P4 (“pouco urgentes”) têm tempos de resposta alargados para 60 e 120 minutos, respectivamente. As situações P5 são direcionadas para a linha SNS 24. Um quadro que, na prática de quinta-feira em Abrantes, se desmoronou face a uma conjunção de fatores que vão desde a orografia até à saturação do sistema.
NR/HN/Lusa



Mau jornalismo , notícia com dados incorretos , a estação não é a de Abrantes mas sim a do tramagal , dista cerca de 11 kms do centro de Abrantes por estrada sinuosa e cheia de curvas. Desafio o senhor que escrava está notícia a fazer os trajeto esm 11 minutos , sejam competentes , enganar as pessoas não
Caro Rui Pereira,
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