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A Unidade Local de Saúde (ULS) Viseu Dão-Lafões regista um sinal positivo no mapa demográfico da região, com um total de 1.946 crianças nascidas em 2025. Os dados, avançados esta quinta-feira pela administração do centro hospitalar, representam uma subida de 117 nascimentos — aproximadamente seis pontos percentuais — em relação ao ano anterior, que ficou marcado por 1.829 partos. Este movimento contraria, pelo menos localmente, a tendência de envelhecimento e diminuição da natalidade que se tem verificado no país.
A esmagadora maioria destes bebés tem mães residentes na área de influência da ULS. O concelho de Viseu destaca-se de forma clara, concentrando sozinho 793 nascimentos, um número que surpreendeu até alguns técnicos do serviço. Segue-se, curiosamente, o distrito da Guarda, que contribuiu com 159 novos habitantes para as estatísticas da unidade de saúde viseense. Nos restantes municípios da região, os valores descem de forma acentuada. Apenas Tondela (142) e Mangualde (129) superaram a barreira simbólica do centena de nascimentos em todo o ano civil.
A lista prossegue com Nelas (98), São Pedro do Sul e Vouzela, ambos com 71 registos. No extremo oposto, a realidade é bem diferente e espelha a desertificação de alguns territórios do interior. O concelho de Armamar não registou qualquer nascimento em 2025, enquanto Cinfães, Mortágua, Resende e Tarouca contabilizaram apenas dois cada. Tabuaço teve três, Lamego quatro e São João da Pesqueira ficou pelos oito. Para lá dos distritos de Viseu e da Guarda, a maternidade da ULS acolheu ainda partos de mães provenientes de Coimbra (15), Aveiro e Lisboa (sete cada), entre outros, incluindo dois casos em que o distrito de residência não foi especificado.
A nota divulgada pela instituição sublinha que este aumento não é um facto isolado, antes confirmando uma ligeira mas consistente tendência de crescimento ao longo do último quinquénio. Depois de 1.710 nascimentos em 2021, os números foram subindo: 1.793 em 2022, 1.810 em 2023, até ao atual pico de 1.946. “Este aumento confirma a tendência de subida”, pode ler-se no comunicado, sem que a administração avance, para já, com explicações concretas para o fenômeno. Os serviços de Obstetrícia e Ginecologia mantêm a atividade sem sobressaltos, absorbendo este crescimento gradual que, ainda assim, coloca Viseu Dão-Lafões num patamar singular no contexto demográfico nacional.
NR/HN/Lusa



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