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O uso de máscara deixou de ser obrigatório na generalidade dos espaços da Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria. A decisão, que ontem passou a vigorar, surge na sequência de uma análise interna que apontou para uma melhoria sustentada dos indicadores epidemiológicos na comunidade. A administração da unidade de saúde confirmou a alteração das regras através de um comunicado divulgado à agência Lusa, sublinhando que a medida reflete a evolução do panorama sanitário. A obrigatoriedade mantém-se, contudo, em cenários considerados de risco acrescido. Nos serviços de Urgência, tanto para profissionais como para utentes e acompanhantes, a proteção facial continua a ser um requisito. A mesma norma aplica-se a doentes internados que necessitem de circular fora dos seus quartos, em zonas comuns dos hospitais, uma salvaguarda pensada para defesa dos mais vulneráveis. A recomendação de uso mantém-se ativa para qualquer pessoa que apresente sintomas sugestivos de infeção respiratória, como tosse ou espirros. Paralelamente, a ULS relembra a importância de outras regras básicas de saúde pública, caso da etiqueta respiratória e da higienização frequente das mãos. A entidade deixou ainda um aviso, quase como um lembrete de que a situação pode voltar a alterar-se: a monitorização será constante e as diretrizes poderão ser reavaliadas e ajustadas consoante a necessidade. Este alívio marca uma inversão da estratégia decretada pouco mais de um mês atrás, a 10 de dezembro de 2025. Naquela altura, face ao crescimento esperado da atividade de vírus respiratórios no período invernal, a ULS tinha tornado o equipamento de proteção individual obrigatório para todas as pessoas dentro das suas unidades e chegou a suspender procedimentos clínicos não urgentes. Essas ações integravam-se no Plano de Contingência Saúde Sazonal – Módulo Inverno, um instrumento desenhado para conter cadeias de transmissão e reforçar a segurança de doentes e profissionais. A área de atuação desta ULS abrange oito concelhos: Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. A sua rede é composta por três hospitais – localizados nas cidades de Leiria, Pombal e Alcobaça – e por dez centros de saúde que servem a população daquela região.
NR/HN/Lusa



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