Cirurgia robótica de revisão protésica do joelho realizada em Portugal pela primeira vez

24 de Janeiro 2026

Pela primeira vez no país, uma equipa ortopédica do Algarve utilizou instrumentação robótica para substituir uma prótese total do joelho, num procedimento técnico considerado mais desafiante do que as intervenções primárias

A primeira cirurgia de revisão de uma prótese total do joelho com recurso a tecnologia robótica foi concretizada em Portugal, no Hospital Particular do Algarve, unidade de Gambelas, em Faro. O procedimento, realizado no passado dia 22 de janeiro, marca uma evolução significativa — ou, se quisermos, um salto qualitativo — na aplicação desta instrumentação avançada, que até agora estava essencialmente reservada às artroplastias primárias, ou seja, às primeiras implantações.

A intervenção, que passou pela substituição do implante, foi motivada por uma situação de dor persistente num doente que já tinha sido submetido a uma artroplastia anterior. E é precisamente aqui que reside o cerne da questão: as cirurgias de revisão apresentam um grau de complexidade superior, exigindo do cirurgião uma capacidade acrescida de planeamento e uma tomada de decisão intraoperatória apurada, já que se atua sobre uma anatomia previamente modificada.

A tecnologia veio trazer, neste contexto, uma ferramenta de suporte. Durante o acto cirúrgico, o sistema fornece dados pormenorizados e em tempo real, que auxiliam na avaliação do alinhamento e no posicionamento das novas componentes. Não se trata de o robô operar sozinho, esclarece-se, mas de oferecer um suporte informativo que pretende traduzir-se numa maior precisão técnica. Espera-se que este caminho, esta via, possa potenciar resultados funcionais mais satisfatórios e uma abordagem mais individualizada.

Para o Grupo HPA Saúde, entidade a que pertence o hospital, a realização deste procedimento insere-se na sua aposta contínua — quase poderíamos dizer numa certa vocação — em incorporar inovação tecnológica na prática clínica. É uma forma de tentar responder aos casos mais complexos, consolidando um know-how em técnicas diferenciadoras na área da ortopedia. A cirurgia decorreu sem sobressaltos, mas o seu verdadeiro êxito, como é habitual na medicina, só será avaliado com o tempo e pela evolução clínica do paciente. Fica, no entanto, o marco de uma primeira vez, a demonstrar um possível caminho para situações semelhantes no futuro.

PR/HN/MM

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