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Os três hospitais da Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste fecharam 2025 com mais atividade programada e menos corrida às urgências, um contraste que a administração classifica como positivo. Os números, hoje divulgados, mostram uma trajectória de crescimento em áreas como o Hospital de Dia, que disparou 25,2%, e na maternidade do Hospital das Caldas da Rainha, onde nasceram mais 126 bebés, um aumento de 12,1%. No global, realizaram-se 171.170 consultas, mais 3,1% do que em 2024.
Mas o dado que mais salta à vista é a quebra nos atendimentos de urgência. As seis portas de entrada urgentes da unidade registaram 146.492 episódios, menos 30.313 do que no ano anterior, o que se traduz numa queda expressiva de 17,1%. A administração não tem dúvidas em ligar este recuo à implementação do projeto ‘Ligue Antes, Salve Vidas’, que tenta direcionar os utentes para o cuidado mais adequado antes de se deslocarem ao hospital. É uma diminuição que segue, aliás, a tendência de 2024, embora mais pronunciada.
Olhando para o detalhe do Hospital de Dia, as 25.535 sessões realizadas espelham um salto importante. Psiquiatria e Oncologia lideram, com 7.381 e 6.862 sessões respectivamente, seguidas pela Pneumologia. A verdade é que este tipo de resposta, menos intrusiva, tem vindo a ganhar terreno. Já no bloco operatório, das 11.031 intervenções cirúrgicas, a esmagadora maioria (7.642) foi feita em ambulatório. E há outro número que sorri à administração: 89,8% dos doentes foram operados dentro dos prazos máximos garantidos, uma melhoria de dois pontos percentuais.
A prestação nos cuidados de saúde primários, a outra perna da ULS, manteve um ritmo intenso. Foram realizadas perto de 627 mil consultas médicas e 328 mil de enfermagem nos centros de saúde da região, num universo que abrange desde Torres Vedras até Peniche. Os serviços domiciliários também subiram ligeiramente, ultrapassando os 38 mil.
Para o conselho de administração, estes resultados consolidam um ano de “reforço da diferenciação assistencial”. Aludem à introdução de técnicas como a implantação de ‘pacemakers’ ou à nova equipa de cuidados paliativos comunitários como factores que ajudam a explicar o balanço. A ULS do Oeste, que gere hospitais e centros de saúde para uma população de mais de 235 mil habitantes, vê assim confirmada uma espécie de dupla dinâmica: atrair mais pessoas para as valências planeadas e, ao mesmo tempo, aliviar a porta que sempre esteve mais sob tensão. Resta saber se a tendência se manterá, mas por ora, os números falam por si.
NR/HN/Lusa



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