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O imóvel do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, vai ser colocado no mercado. Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional anunciou que a receita obtida com a venda do espaço, inaugurado em 1973 e ocupando uma área na ordem dos 54 mil metros quadrados, está destinada a amortizar parte dos avultados custos de construção do novo Hospital Central e Universitário da Madeira. A decisão, segundo o líder do executivo madeirense, já está tomada e não admite voltas atrás.
“Já está decidido. A utilidade é nós alienarmos todo aquele espaço e a receita dessa alienação amortizar parte dos custos do Hospital Central e Universitário”, afirmou Albuquerque, falando à margem do I Fórum Living Care, que decorreu no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos. O governante deixou claro o destino final do dinheiro, afastando quais outras hipóteses que porventura possam circular.
O novo hospital, cujas obras decorrem na zona de Santa Rita, apresenta-se como a grande aposta da região para a prestação de cuidados de saúde. Com previsão de abertura para 2030, o equipamento terá seis pisos acima da cota de soleira e mais um abaixo, totalizando uma área bruta de construção de 172.100 metros quadrados. A sua construção representa um esforço financeiro considerável para a região, daí a decisão de alocar as verbas da venda do antigo edifício para esse fim específico.
Numa digressão para outros dossiês, Albuquerque não escondeu a sua irritação com entraves processuais noutras frentes. Referiu-se a projetos de lares financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que enfrentam atrasos devido a questões burocráticas que classificou de morosas. Falou concretamente na ampliação do Lar do Carmo, em Câmara de Lobos, que deverá passar de 120 para 160 camas, e num novo projeto para São Jorge, em Santana. “Hoje não se pode instalar um lar num edifício que não foi concebido para esse fim”, lamentou, apontando para custos excessivos e disfuncionalidades que considera insustentáveis.
Noutro capítulo, o presidente do Governo da Madeira abordou a revisão da Lei de Finanças Regionais, um tema sensível e que tem arrastado. A demora na criação do grupo de trabalho entre o Governo da República e os executivos insulares, na sua leitura, deve-se em boa parte ao ciclo eleitoral presidencial que acabou por consumir agendas. Mas garantiu que há movimentos para destravar o processo. “Esta semana já fizemos diligências”, disse, referindo contactos com a direção nacional do PSD. Uma reunião do Conselho de Ministros com a participação dos líderes regionais está prevista para dar formalidade ao início dos trabalhos de revisão, num processo que Albuquerque espera que não sofra mais delongas.
NR/HN/Lusa



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