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Num balanço anual divulgado em comunicado, a ULS de Braga destaca ainda a realização de mais de 44 mil cirurgias ao longo do ano, num período considerado histórico pelo arranque da cirurgia robótica, um novo passo na diferenciação clínica da instituição.
O presidente do conselho de administração da ULS de Braga, Américo Afonso, sublinha que a implementação da cirurgia robótica reflete um percurso sustentado de inovação, diferenciação clínica e aposta em projetos estruturantes, com foco permanente na qualidade e segurança dos cuidados prestados aos utentes.
Entre os indicadores mais relevantes de 2025, a ULS assinala a redução significativa do número de episódios registados no Serviço de Urgência. Ao longo do ano foram contabilizados cerca de 195 mil episódios, menos 17 mil do que em 2024, com particular destaque para a diminuição verificada na urgência pediátrica. Segundo a instituição, esta quebra resulta do trabalho contínuo de sensibilização junto da população, promovendo o contacto prévio com a SNS 24, um encaminhamento mais adequado e, sempre que possível, o autocuidado no domicílio.
Na atividade assistencial programada, a ULS de Braga registou um volume expressivo de consultas médicas e de enfermagem, com os cuidados de saúde primários a totalizarem 1.771.000 consultas ao longo do ano. No âmbito da descentralização dos cuidados, através do Serviço de Atendimento Complementar, realizaram-se cerca de 19 mil consultas aos sábados, domingos e feriados, assegurando a continuidade de cuidados clínicos mais próximos da comunidade.
Ao nível hospitalar, as consultas de especialidade atingiram as 570 mil em 2025, representando um aumento de cerca de 3.500 consultas face ao ano anterior. O Hospital de Braga registou ainda mais de 33 mil episódios de internamento ao longo do ano.
O ano de 2025 ficou também marcado pelo arranque da Hospitalização Domiciliária. Nos primeiros meses de funcionamento deste modelo de cuidados, 53 utentes beneficiaram de acompanhamento clínico no domicílio por equipas constituídas por médico e enfermeiro, evitando deslocações desnecessárias ao hospital. Paralelamente, a resposta de acompanhamento domiciliário ao nível dos cuidados de saúde primários traduziu-se na realização de mais de 68 mil consultas médicas e de enfermagem.
Relativamente a 2026, Américo Afonso antecipa um ano igualmente desafiante, com novos projetos estruturantes em perspetiva, que permitirão reforçar a diferenciação clínica e alargar a capacidade de resposta da instituição, nomeadamente através da aquisição de novos equipamentos ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência.
lusa/HN/AL



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