![]()
A farmacêutica britânica GSK confirmou a nomeação de Jeroen van der Lans para o cargo de diretor-geral de Portugal, uma mudança que se concretizará no primeiro mês de 2026. A decisão surge na sequência da movimentação interna do anterior responsável, Eric King, que passou a liderar a estratégia comercial global para o vírus sincicial respiratório (VSR) no núcleo mundial de vacinas da empresa.
Van der Lans, um nome com mais de três décadas de experiência no setor, deixa a posição de Vice-Presidente e Global Head of Commercial & Portfolio Strategy para Vacinas dentro do próprio grupo GSK. Nessa função, esteve profundamente envolvido na definição da estratégia global para essa área de negócio, num leque alargado de responsabilidades que iam do desenvolvimento clínico à expansão comercial. A sua bagagem, contudo, foi construída por uma série de passagens por outras empresas de relevo. Antes do regresso à GSK, onde já tinha trabalhado anteriormente, desempenhou funções de liderança na Moderna, na Takeda, na Baxter/Baxalta e ainda na AstraZeneca, acumulando know-how em desenvolvimento de mercado, lançamentos complexos e gestão global de produtos.
Na sua declaração por ocasião da nomeação, o novo diretor-geral mostrou-se focado nos desafios locais. “É uma honra assumir a liderança da GSK Portugal e estou altamente motivado e entusiasmado para começar a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades portuguesas, profissionais de saúde e demais parceiros, para melhorar ainda mais o acesso às nossas vacinas e medicamentos essenciais, que ajudam a melhorar e salvar vidas”, afirmou Jeroen van der Lans. O executivo acrescentou que o objetivo comum passa por “apoiar as prioridades de saúde pública e ter um impacto significativo em toda a população”.
A sua formação de base é em Bioquímica e Fisiologia, pela Massey University da Nova Zelândia, à qual juntou mais tarde um programa executivo em imunologia na conceituada Harvard Medical School. O seu percurso profissional é marcado por uma dimensão internacional muito forte, tendo residido e trabalhado em mercados tão distintos como os Estados Unidos, a Suíça, a Bélgica e o seu país natal, os Países Baixos. Essa experiência global é vista internamente como um trunfo para liderar a subsidiária portuguesa num momento de constante evolução do setor da saúde. A GSK espera que a sua capacidade reconhecida para impulsionar a inovação e facilitar o acesso a medicamentos possa trazer um novo dinamismo à operação nacional.
A transição de Eric King, que se mudou para o Reino Unido, decorre de forma faseada para garantir a continuidade dos projetos em curso. A empresa não adiantou pormenores sobre eventuais reajustes na estrutura de reporte ou na equipa de gestão local que possam acompanhar esta mudança na liderança de topo.
PR/HN/MM



0 Comments