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Miguel Albuquerque afastou a ideia de uma decisão precipitada sobre o destino do Hospital Dr. Nélio Mendonça, classificando o assunto como uma questão para o futuro. As declarações foram prestadas durante uma visita a um lar em São Vicente, no norte da ilha. O líder do executivo madeirense, que termina o mandato em 2029, ano antes da mudança para as novas instalações hospitalares, realçou não ser ele a pessoa que irá decidir o assunto em última análise. “Possivelmente já não estarei cá”, escusou-se, deixando no ar a interrogação sobre uma eventual recandidatura.
A conversão do atual edifício num lar, admitiu, acarretaria custos elevados, numa estimativa técnica que aponta para 107 milhões de euros. Manter uma estrutura com quase seis décadas e adaptá-la à legislação atual seria, nas suas palavras, um processo oneroso. A alternativa que ganha forma é a de aproveitar a área para desenvolvimento habitacional a custos controlados, uma opção que Albuquerque considera socialmente relevante.
O governante insistiu na lógica financeira que poderia sustentar uma venda. Existe uma resolução do Conselho de Ministros, ainda do tempo de António Costa, que determina que a verba resultante da alienação seja afeta aos custos que a Madeira tem de suportar no novo empreendimento. “Se conseguirmos ter receitas para afetar tem toda a lógica do ponto de vista financeiro”, vincou, sublinhando que os contribuintes madeirenses terão de pagar a sua parte no projeto. Afirmou não temer críticas por dizer “a realidade às pessoas”, atribuindo aos políticos o problema de “camuflar a verdade”.
Aproveitando a interação com os jornalistas, Albuquerque abordou outros dossiês. Sobre a polémica alteração ao subsídio de mobilidade, confirmou que os presidentes dos governos regionais ainda não foram contactados oficialmente pelo Executivo central. Mantém as críticas às mudanças, que considera “inaceitáveis”, nomeadamente a exigência de certidões de ausência de dívidas e o teto máximo de 200 euros por viagem, apenas num sentido. Aguarda clarificação política na votação agendada para 18 de fevereiro na Assembleia da República.
Questionado sobre a execução do Plano de Recuperação e Resiliência, o presidente admitiu a existência de constrangimentos. Os prazos são, reconheceu, “difíceis de cumprir”, apontando para a falta de mão-de-obra e o aumento dos preços das matérias-primas como obstáculos. O Governo Regional está, garantiu, a envidar esforços para assegurar o cumprimento das metas estabelecidas.
NR/HN/Lusa



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