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As obras em curso no Hospital Fernando Fonseca, integrado na ULS Amadora/Sintra, representam um salto decisivo na capacidade energética da unidade. A potência eléctrica passará dos atuais 3 850 kVA para 6 700 kVA, um incremento que visa colmatar limitações antigas e abrir caminho a tecnologia de diagnóstico mais avançada. Sem esta intervenção, ficariam comprometidos projetos futuros e a resposta a uma população que ultrapassa os 580 mil habitantes nos concelhos da Amadora e de Sintra.
A empreitada, orçada em cerca de 600 mil euros e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, começou em dezembro do ano passado e deverá estar concluída em poucos meses, em abril de 2026. Os trabalhos focam-se na instalação de dois novos postos de transformação – PT5 e PT6, cada um com 800 kVA – e na ampliação do PT7, que será ligado a um anel de média tensão de 10 kV. Esta reconfiguração não só permite uma distribuição mais eficiente e segura da energia por todo o complexo hospitalar, como reforça a fiabilidade do abastecimento a áreas críticas, desde blocos operatórios a serviços de urgência.
A justificação para o investimento prende-se, em grande medida, com a necessidade de alimentar equipamentos de elevado consumo, como ressonâncias magnéticas, tomógrafos e sistemas de angiografia, cuja aquisição está prevista em candidaturas ao PRR. Mas os benefícios estendem-se além disso: a modernização da rede interna trará ganhos em eficiência energética e em segurança operacional, fatores que se reflectirão na sustentabilidade do hospital a médio prazo.
Este projecto insere-se num pacote mais amplo de investimentos da ULS Amadora/Sintra, que totaliza 74 milhões de euros de financiamento PRR. Do montante, 54,6 milhões estão destinados especificamente à modernização do HFF e dos Cuidados de Saúde Primários, com prazo de execução até agosto de 2026. São verbas que permitirão não apenas aumentar a capacidade instalada, mas também requalificar as infraestruturas e melhorar a resposta assistencial numa zona de grande pressão demográfica.
A verdade é que, sem este reforço, o hospital veria travada a sua capacidade de crescimento e de incorporação de tecnologia. A intervenção na rede eléctrica surge, assim, como condição indispensável para que a unidade continue a desenvolver a sua missão, garantindo que a evolução técnica não fique refém de limitações da infraestrutura básica.
PR/HN/MM



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