Cruz Vermelha mobiliza ambulâncias, geradores e apoio médico após depressão Kristin

30 de Janeiro 2026

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) mobilizou apoio médico, dezenas de ambulâncias em articulação com o INEM, geradores de energia, entre outros apoios para as regiões mais afetadas pela passagem da depressão Kristin, anunciou hoje a CVP.

“Já mobilizámos geradores, quer para estruturas mais críticas, como lares de idosos, quer mesmo como apoio a bombeiros ou situações que necessitavam desse meio”, disse à Lusa o coordenador nacional de emergência da CVP, Gonçalo Órfão.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

De acordo com Gonçalo Órfão, estão a ser criadas zonas de acolhimento temporárias para as pessoas que ficaram sem teto devido à depressão, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e serviços municipais e locais.

O coordenador sublinhou que é sempre uma “enorme complexidade” conseguir chegar a todo lado e por isso a prioridade é identificar as zonas de maior risco e perceber quem são os mais vulneráveis, como pessoas idosas, com menos rendimentos ou com problemas sociais.

A CVP está a dar apoio a nível nacional, dando prioridade às áreas com mais pedidos de apoio, que são Leiria e Coimbra, segundo o coordenador.

A depressão Kristin levou ainda à queda de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações, sendo estas as principais consequências materiais do temporal.

Gonçalo Órfão referiu que a área afetada é grande com uma “superioridade muito grande de danos, em que, mesmo passadas 24 horas”, existem falhas a nível de comunicações, nomeadamente a rede móvel.

Para combater essas falhas, a organização humanitária tem equipas de comunicações de emergência para criar bolhas de comunicação, ou seja, que conseguem estabilizar a comunicação nas áreas mais necessitadas, através de sistemas satélites.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registaram mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

lusa/HN

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