Novo óbito em Córdoba agrava balanço da tragédia ferroviária de Adamuz

30 de Janeiro 2026

Mulher internada desde o acidente ferroviário de Adamuz não resistiu aos ferimentos, aumentando o balanço fatal da tragédia para 46 mortos. Dezasseis pessoas continuam hospitalizadas, duas delas em estado crítico nos cuidados intensivos

Uma mulher que estava internada desde o dia do acidente veio a falecer no Hospital Reina Sofía, elevando para 46 o número de mortos no desastre ferroviário de Adamuz. A vítima estava nos cuidados intensivos, sendo a primeira pessoa a sucumbir entre os feridos que foram hospitalizados após a colisão.

A notícia, avançada pelo Governo Regional da Andaluzia e confirmada pela agência EFE, faz baixar para 16 o total de pessoas que permanecem internadas. Duas delas continuam em estado grave, em unidades de cuidados intensivos de hospitais de Córdoba. O panorama, ainda assim, mostra alguma evolução: de um total inicial de 126 feridos atendidos, muitos já receberam alta. Os dados do Serviço Andaluz de Saúde são precisos, mas frios. Apenas enumeram: um menor entre os sete no Reina Sofía, dois doentes em Huelva, outros em Sevilha e Málaga. Uma dispersão geográfica que reflete a magnitude do socorro.

O acidente, um evento raro e devastador, ocorreu a 18 de janeiro perto de Adamuz, na província de Córdoba. A sequência foi particularmente brutal: primeiro, o descarrilamento de um comboio de alta velocidade da operadora Iryo, provocado, segundo as conclusões preliminares de uma comissão independente, por uma fratura no carril. Cerca de vinte segundos depois, uma segunda composição, que circulava no sentido contrário, embateu nos vagões do primeiro comboio, que haviam invadido a via.

Após a divulgação desse relatório técnico, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, saiu a campo. Afirmou que todas as inspeções de rotina na linha férrea tinham sido cumpridas dentro dos prazos e padrões. Reconheceu, num tom que procurou equilibrar responsabilidade técnica e uma certa perplexidade, que fissuras nos carris são fenómenos conhecidos na engenharia ferroviária. No entanto, a conjugação de fatores em Adamuz resultou no que classificou, com uma expressão que ecoou nos noticiários, de “muito má sorte”. A frase, proferida num contexto de detalhe técnico, não apaga o peso do número que hoje se atualizou: 46 vidas perdidas.

NR/HN/Lusa

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