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A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) mobilizou equipas para o terreno, numa resposta articulada aos estragos causados pela depressão Kristin. O objetivo é assegurar suporte operacional direto às Unidades Locais de Saúde (ULS) mais atingidas, garantindo a continuidade dos cuidados. O comunicado da autoridade de saúde, divulgado esta sexta-feira, sublinha o contacto permanente desde o primeiro momento, com a ativação dos planos de emergência para não comprometer a assistência.
No campo, o trabalho tem passado por uma concertação entre as ULS e outras entidades, uma teia de ligações para viabilizar desde o reencaminhamento primário e secundário de doentes até à reposição de consumíveis essenciais, evitando ruturas que poderiam paralisar os serviços. A segurança clínica e a descarga das unidades sob maior pressão têm sido preocupações constantes. Em Leiria, onde as comunicações ficaram limitadas, foi estabelecida uma ligação operacional ao exterior, coordenada ainda com os Serviços de Urgência Básica de Alcobaça e Pombal.
Um dos focos tem sido a população em tratamentos respiratórios domiciliários, com equipas a contactar diretamente os utentes nas zonas mais críticas. Paralelamente, a articulação com a Proteção Civil tem servido para desimpedir acessos prioritários ao Hospital de Leiria e assegurar o reabastecimento de combustível, entre outros apoios logísticos. A disseminação de informação, através dos media e dos portais oficiais, tem alertado para constrangimentos e orientado a população.
A ULS da Região de Leiria, que integra três hospitais e dez centros de saúde distribuídos por oito concelhos, foi uma das mais fustigadas. A depressão Kristin, que varreu o continente na quarta-feira, causou um rasto de destruição material com queda de árvores, cortes de estradas e linhas férreas, interrupções no fornecimento de energia e danos em infraestruturas. Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém registam os estragos mais consideráveis. O Governo prepara-se para decretar situação de calamidade nas áreas de maior impacto.
NR/HN/Lusa



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