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A depressão Kristin deixou um rasto de destruição em Oleiros que mergulhou o território num isolamento quase absoluto. O fornecimento de energia elétrica está cortado em todas as freguesias, com exceção de algumas zonas residuais na vila e nos seus arredores mais próximos. O mesmo se aplica às comunicações móveis, inexistentes na quase totalidade do município e instáveis mesmo no núcleo urbano principal, situação que dificulta os socorros e a avaliação precisa de todos os danos.
“O resultado é devastador”, admitiu o presidente da Câmara Municipal, Miguel Marques, numa atualização partilhada através das redes sociais, um dos poucos canais operacionais. O autarca afirmou estar em contacto permanente com a E-Redes e as operadoras de telecomunicações, mas reconheceu a gravidade do momento: “A situação é muito difícil, apesar das equipas estarem no terreno”. A descrição é corroborada pelos relatos de árvores e estruturas derrubadas, que cortaram ou condicionaram o trânsito em várias vias.
No terreno, os bombeiros de Oleiros e os funcionários municipais tentam, com esforço notório, chegar a todos os lugares afetados. A sua ação é complementada pela Unidade Móvel de Saúde, que está a percorrer as freguesias para prestar o apoio médico possível num cenário de rutura. O contexto de Oleiros insere-se num quadro de estragos alargados que levou o Governo a decretar situação de calamidade para cerca de 60 municípios, número suscetível de aumentar. Distritos como Leiria, por onde o temporal ingressou no território continental, Coimbra e Santarém registaram igualmente danos materiais extensos, incluindo no transporte ferroviário.
NR/HN/Lusa



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