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A cidade de Roma, berço histórico da federação, foi palco de um encontro que reuniu representantes de mais de seis mil instituições de 17 países, incluindo a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada. O cenário que os levou a reunir-se é conhecido, mas a solução que agora propõem aponta para uma rutura com modelos mais compartimentados. O documento, assinado a 30 de janeiro, é explícito ao identificar a falta de profissionais de saúde como o “desafio mais crítico” do presente, uma barreira que, defendem, só pode ser transposta com planeamento conjunto da força de trabalho e políticas coordenadas a nível europeu e nacional. A declaração, estruturada em dez pontos, não se limita ao diagnóstico. Avança para a esfera das condições operacionais, reclamando “estruturas de financiamento justas, transparentes e realistas” que contemplem a inflação, os custos laborais e o investimento em inovação. A narrativa de um setor complementar evolui para a defesa de um pilar essencial, responsável por uma fatia significativa dos cuidados prestados no continente. Oscar Gaspar, presidente da UEHP, enfatizou o percurso das últimas três décadas e as transformações que exigem respostas novas. “Os cidadãos exigem-nos hoje que encontremos as respostas para o acesso aos cuidados de saúde adequados e à inovação”, afirmou, posicionando as clínicas e hospitais privados como parceiros indispensáveis nesse desígnio. A declaração final tenta lançar uma ponte para o futuro, convocando decisores políticos, outros prestadores, profissionais e até pacientes para uma colaboração estreita. O objetivo declarado é ambicioso: construir uma Europa mais saudável e resiliente para as próximas gerações. A UEHP, criada em 1991, representa hoje 97% da capacidade hospitalar privada na Europa, um setor que, segundo dados da OCDE, detém 42% do total de camas na UE27. O seu crescimento e relevância no panorama europeu transformam este apelo de Roma num sinal político considerável, refletindo uma vontade de influenciar diretamente o desenho dos sistemas de saúde numa época de recursos tensionados.
PR/HN/MM



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