Intoxicação por monóxido de carbono em Leiria hospitaliza nove pessoas, incluindo criança

31 de Janeiro 2026

Uma habitação na Ortigosa, concelho de Leiria, foi cenário de uma intoxicação coletiva na noite de sexta-feira, que levou nove pessoas ao hospital. As vítimas, com idades entre os dois e os 64 anos, terão sido expostas a concentrações perigosas de monóxido de carbono

O alerta chegou aos sistemas de emergência pelas 21h30 de sexta-feira, dia 30 de janeiro, desencadeando uma operação de socorro de dimensão considerável. Segundo apurou a Lusa junto do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Leiria, o cenário foi uma moradia na freguesia de Ortigosa. O silêncio do gás inodoro e incolor, um perigo doméstico tantas vezes subestimado, encheu o espaço e afetou todos os ocupantes.

No total, sete viaturas e 17 operacionais convergiram para o local. No terreno, coordenaram esforços bombeiros voluntários, equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica e elementos das forças de segurança, num esforço para prestar os primeiros cuidados e estabilizar as vítimas antes do transporte. A logística dos encaminhamentos levou alguns dos intoxicados para o Hospital da Figueira da Foz, enquanto outros, em situação que pedia talvez uma resposta diferenciada, seguiram para o Hospital Universitário de Coimbra. As condições clínicas exatas em que se encontravam não foram, de imediato, totalmente clarificadas pelas autoridades, que se limitaram a confirmar a sua remoção.

A operação, eficaz na resposta ao momento agudo, deixou no ar as questões de sempre sobre a origem do vazamento ou da acumulação do gás. Equipamentos de aquecimento mal ventilados, caldeiras ou lareiras são, sabe-se, os suspeitos habituais nestes episódios trágicos que teimam em repetir-se com uma frequência desconcertante. A Proteção Civil não avançou pormenores técnicos sobre as causas prováveis, centrando a comunicação nos factos da ocorrência e no dispositivo de socorro ativado.

Os nove indivíduos, entre os quais uma criança de tenra idade, permanecem sob observação médica, enquanto as investigações para apurar as circunstâncias exatas do acidente deverão decorrer nos próximos dias. O incidente serve como um aviso sombrio para a necessidade de revisão e manutenção dos sistemas de exaustão nas habitações, particularmente nos meses mais frios.

NR/HN/Lusa

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