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Perante os estragos extensivos deixados pela depressão Kristin, que atravessou o território continental na passada quarta-feira, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) saiu do seu silêncio habitual para fazer um anúncio público. A instituição, numa declaração formal, colocou-se na linha da frente para apoiar uma das populações particularmente frágil em cenários de crise: os doentes oncológicos. No comunicado, a LPCC sublinhou que está “totalmente disponível” para prestar auxílio direto ou indireto a quem foi atingido pelo temporal, mobilizando para isso os seus Núcleos Regionais e Delegações espalhadas pelo país.
A oferta de ajuda materializa-se em três pilares fundamentais, que a Liga desdobra consoante as necessidades que forem sendo identificadas no terreno. Haverá, assim, uma componente de apoio socioeconómico, outra de suporte psicológico para lidar com o trauma e a interrupção de rotinas, e um esforço de orientação para que o acesso aos tratamentos e cuidados de saúde não sofra solução de continuidade. A instituição lembra, com a autoridade de quem lida diariamente com a doença, que situações de emergência como esta tendem a agravar exponencialmente a vulnerabilidade clínica e logística destes pacientes.
Doentes, familiares ou cuidadores que necessitem de assistência podem, por isso, contactar diretamente as estruturas locais da LPCC. O apelo foi lançado num contexto de caos generalizado. A tempestade, que entrou por Leiria e varreu o país, provocou um saldo trágico de pelo menos seis vítimas mortais – cinco contabilizadas pela Proteção Civil e uma outra registada no concelho da Marinha Grande. Para além da perda de vidas humanas, o rasto de destruição material foi avassalador: estradas cortadas, linhas férreas inoperacionais, quedas de árvores e de postes de energia, escolas encerradas e interrupções prolongadas no fornecimento de água, eletricidade e comunicações.
Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém emergem como os mais fustigados pela fúria dos elementos. Perante a escala dos danos, o Governo não hesitou em decretar situação de calamidade pública para cerca de 60 municípios, uma lista que permanece em aberto e sujeita a alargamento até ao final do dia 1 de fevereiro. É neste panorama de desorientação e de reconstrução que a Liga tenta agora fazer a diferença, assegurando que a luta contra o cancro não cede perante a adversidade climática.
A declaração da LPCC está disponível no seu portal oficial: https://www.ligacontracancro.pt/
NR/HN/Lusa



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