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O presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Paulo Ferreira, confirmou a entrada em vigor de um protocolo que garante acesso gratuito ao Serviço de Atendimento Permanente do Hospital Lusíadas Ferrara para os munícipes. A medida aplica-se nos períodos de encerramento dos centros de saúde tradicionais, numa tentativa clara de desviar algumas das dezenas de milhares de pessoas das urgências do hospital público da região.
“Temos problemas muito sérios no nosso hospital”, admitiu o autarca socialista, referindo-se ao Hospital Padre Américo, da ULS Tâmega e Sousa. Considera-o manifestamente insuficiente para uma das zonas mais densamente povoadas do país, uma reclamação que, reconhece, todos os autarcas fazem há muito ao poder central. “Neste momento vamos nós fazer o que pudermos para minimizar o problema”, justificou.
Em concreto, o serviço no estabelecimento privado funcionará de segunda a sexta-feira, das 20h00 às 08h00 do dia seguinte, e ininterruptamente desde as 16h00 de sábados, domingos e feriados até às 08h00 da manhã seguinte. Basta a apresentação do cartão de cidadão que comprove a residência em Paços de Ferreira ou Freamunde. A iniciativa não cobre situações de emergência grave, que devem continuar a ser encaminhadas através do 112 ou da linha Saúde 24.
Esta é a segunda experiência do género. Num primeiro projeto-piloto de seis meses, realizado no ano anterior, terão sido realizadas cerca de 5.500 consultas. “Logo menos 5.500 pessoas nas urgências já saturadas da região”, calculou Paulo Ferreira, argumentando que o modelo podia ser replicado a nível nacional para resolver problemas de acessos, sobretudo em situações ligeiras como gripes. Reconheceu, contudo, um paradoxo: “É uma coisa relativamente simples, obviamente custa dinheiro e não deveria ser a câmara municipal a assumir isto, mas assumimos com todo o gosto, por opção política nossa”.
A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa, que integra os hospitais de Penafiel e Amarante, foi projetada para 300 mil utentes mas serve, na realidade, uma população que ronda o meio milhão, distribuída por onze concelhos. O atual contrato com o hospital privado, resultante de concurso, tem a vigência de um ano.
NR/HN/Lusa



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