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O ritmo habitual de funcionamento do Hospital de Santo André, em Leiria, começa a ser recuperado neste momento, depois de uma interrupção brusca que se arrastou desde a última quarta-feira. A confirmação foi avançada pela própria Unidade Local de Saúde da Região de Leiria, que em comunicado enviado à agência Lusa traçou um panorama do restabelecimento em curso. A previsão, com alguma cautela mas também firmeza, aponta para que a totalidade da atividade assistencial esteja outra vez a operar dentro da normalidade antes do fim do dia de hoje.
O ponto que mais importa aos cidadãos, o Serviço de Urgência, não sofre atualmente qualquer tipo de constrangimento, segundo a mesma fonte institucional. Está, garante a ULS, a “garantir resposta plena à população”, o que alivia uma das pressões mais sensíveis num quadro de instabilidade. Nos Cuidados de Saúde Primários, a situação desenha-se de forma heterogénea mas controlada. Todos os centros de Saúde Sede já têm energia elétrica e retomaram a sua atividade. Quanto aos polos que permanecem inoperacionais, a solução encontrada passou pela redistribuição dos seus profissionais pelas sedes, assegurando-se assim que os cuidados às populações não ficam comprometidos. É uma gestão de recursos em tempo real, algo que estas unidades já têm, infelizmente, algum treino.
As infraestruturas essenciais mostram sinais robustos de recuperação. O fornecimento de energia elétrica e de água da rede pública foi restabelecido, e as comunicações encontram-se operacionais. Há, contudo, uma exceção que salta à vista: a Unidade de Internamento de Doentes de Evolução Psiquiátrica Prolongada continua com as suas comunicações afetadas, um detalhe que a administração está a monitorizar com atenção redobrada.
A verdade é que o compromisso com a segurança e a continuidade dos cuidados foi posto à prova. Na quarta-feira, a ULS de Leiria viu-se forçada a suspender toda a atividade programada — consultas, cirurgias, exames — numa decisão difícil mas inevitável face à fúria dos elementos. No mesmo dia, lançou um apelo direto aos utentes em cuidados respiratórios domiciliários, pedindo-lhes que se dirigissem ao serviço de urgência perante qualquer problema ou agravamento de sintomas. Foi um período de tensão contida, agora a dissipar-se.
A unidade, que tem sob a sua alçada os concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós, assegura que mantém uma vigilância permanente da situação. Trabalha em articulação estreita com a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde, um contacto que se intensificou nos últimos dias. O objetivo, sublinham, é um só: não deixar que a qualidade dos cuidados sofra, mesmo quando o tempo lá fora se revolta. A rede, que integra três hospitais e dez centros de saúde, está a mostrar a sua resiliência, ainda que os estragos do mau tempo possam deixar marcas que vão além dos danos materiais imediatos.
NR/HN/Lusa



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