Crise energética em Leiria coloca em risco doentes respiratórios dependentes de equipamentos

3 de Fevereiro 2026

A Linde Saúde ativou um plano de contingência para garantir a continuidade dos tratamentos de doentes respiratórios em Leiria, após uma falha prolongada de energia na região, que deixou em risco utentes dependentes de oxigenoterapia e ventilação mecânica

A situação, que levou o Município de Leiria a declarar estado de calamidade devido a condições meteorológicas adversas, expôs a vulnerabilidade de um grupo de doentes cujos equipamentos médicos vitais dependem de eletricidade. Sem energia, a recarga de baterias e o funcionamento normal dos dispositivos ficam comprometidos, colocando em causa a continuidade assistencial. A Linde Saúde, empresa de cuidados respiratórios domiciliários, mobilizou-se de imediato para tentar travar uma potencial crise humana, realocando profissionais e reforçando a sua logística no terreno. “A segurança e o bem-estar dos nossos utentes e das equipas no terreno são a nossa prioridade máxima. Perante esta situação em Leiria, reforçámos a nossa presença operacional e estamos a trabalhar incansavelmente, em estreita colaboração com as autoridades locais, para mitigar o impacto”, afirmou Tiago Esteves, Diretor-Geral da Linde Homecare. As ações desencadeadas passaram por uma operação de campo para identificar os casos mais críticos. Foram contatados individualmente os 50 doentes dependentes de ventilação invasiva como suporte de vida, para aferir condições de acessibilidade, rede móvel e preparação para ventilação manual de emergência. Paralelamente, a coordenação clínica avaliou 176 situações de oxigenoterapia consideradas de maior risco, estabelecendo contacto direto. Nos casos em que a ligação não foi possível, a informação foi partilhada com as autoridades para acompanhamento. Do ponto de vista logístico, a empresa intensificou o enchimento e a expedição de oxigénio gasoso a partir das suas unidades, enviando para a região várias centenas de garrafas adicionais. Em algumas áreas mais críticas, os volumes de abastecimento atingiram o dobro do consumo semanal habitual num espaço de apenas setenta e duas horas. Esta operação foi complementada com a mobilização de baterias de reserva e depósitos de oxigénio líquido. No capítulo da comunicação, foram disparados milhares de SMS e emails com orientações de segurança para os utentes, indicando também os pontos públicos de reabastecimento estabelecidos pelas entidades locais. Todo o processo decorre em articulação permanente com as Unidades Locais de Saúde de Leiria e de Coimbra. A empresa mantém o dispositivo de resposta ativo, assegurando que o foco permanece na segurança dos doentes até ao pleno restabelecimento da rede elétrica na região afetada.

PR/HN/MM

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