SMAS de Almada afirma que água da rede pública mantém qualidade após temporal

3 de Fevereiro 2026

Os SMAS de Almada garante que a água da rede pública no concelho é segura para consumo, reagindo a um alerta geral da Direção-Geral da Saúde sobre riscos na qualidade da água e alimentos após a tempestade Kristin. A empresa municipal assegura o cumprimento de todos os padrões legais

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada vieram a terreiro esta quinta-feira para desfazer quaisquer hesitações. Garantiram, de forma perentória, que a água que corre nas torneiras do concelho não sofreu qualquer quebra na sua segurança ou qualidade. A clarificação surge na sequência, direta, do comunicado emitido pela Direção-Geral da Saúde, que lançou um alerta mais amplo sobre potenciais riscos na água e géneros alimentícios após a passagem devastadora da depressão Kristin.

Na sua nota, divulgada na rede social Facebook, os SMAS foram taxativos: “não existe, neste momento, qualquer situação que coloque em causa a segurança e a qualidade da água distribuída no concelho”. A empresa municipal sublinhou que os seus serviços de distribuição e controlo estão a funcionar com normalidade, escudando-se no “integral” cumprimento dos requisitos legais e dos “rigorosos padrões” impostos pela lei. Uma tentativa clara de acalmar os ânimos da população.

Esse alerta geral da DGS, que motivou a resposta, não poupou nas recomendações. A tempestade que varreu o país na madrugada de quarta-feira deixou um rasto negro: seis mortos, feridos, desalojados e cortes de energia elétrica que, em algumas zonas, persistem. São precisamente essas falhas no fornecimento elétrico que podem, segundo a autoridade de saúde, comprometer os sistemas de abastecimento e a conservação de alimentos. “Situações como esta têm impacto na segurança dos alimentos conservados no frigorífico e no congelador, assim como na qualidade da água”, pode ler-se no documento oficial.

Daí o apelo público para que se evite, por exemplo, o consumo de água de poços ou minas, fontes alternativas que podem ter ficado contaminadas. A recomendação mais contundente, porém, foi a de não beber água da torneira, nem usá-la para lavar alimentos ou higiene oral, “a menos que exista confirmação oficial da sua segurança”. Conselhos que, em Almada, os SMAS afirmam não serem necessários seguir, pelo menos no que toca à rede pública que gerem.

O Governo, entretanto, decretou situação de calamidade para um vasto leque de municípios, num reconhecimento tácito da escala dos estragos. Distritos como Leiria, Coimbra e Santarém foram dos mais fustigados. Enquanto o país tenta recompor-se do caos, com estradas cortadas, linhas férreas afetadas e comunidades ainda às escuras, a mensagem dos SMAS de Almada tenta trazer uma normalidade que, noutros pontos do território, está ainda por alcançar. Resta saber se a população, confrontada com alertas contraditórios de entidades oficiais, conseguirá digerir a informação sem sobressaltos.

NR/HN/Lusa

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