Governo garante funcionamento pleno dos serviços de saúde nas zonas afetadas

4 de Fevereiro 2026

Os hospitais das regiões afetadas pela tempestade Kristin mantêm a sua capacidade de resposta “plenamente salvaguardada” e 39 unidades de saúde já recuperaram as comunicações, anunciou hoje o Ministério da Saúde, uma semana após a depressão ter atingido Portugal continental.

Num comunicado divulgado hoje, o ministério liderado por Ana Paula Martins adianta que mais de 2.500 profissionais das Unidades Locais de Saúde estiveram mobilizados para garantir a continuidade dos cuidados de saúde às populações afetadas, assegurando o funcionamento regular dos serviços, apesar dos constrangimentos provocados pelo mau tempo.

No plano das infraestruturas, o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) procedeu à reabilitação de vários equipamentos da ULS de Leiria, abrangendo os hospitais de Leiria, Alcobaça e Pombal, bem como o Centro de Diagnóstico Pneumológico. Os trabalhos incluíram a reparação de coberturas, a desobstrução de espaços exteriores e interiores, a substituição de caixilharias e vidros e a reparação de outros equipamentos essenciais à atividade assistencial. Segundo o ministério, todo este apoio foi prestado sem qualquer prejuízo da capacidade de resposta hospitalar.

Relativamente às comunicações, o Governo indica que os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, em articulação com o operador da rede informática da Saúde, asseguraram a monitorização contínua e o acompanhamento dos trabalhos de reposição. As comunicações do Hospital de Leiria, dos hospitais de Pombal e de Alcobaça e da Unidade de Internamento de Doentes de Evolução Prolongada de Psiquiatria foram restabelecidas a 29 de janeiro. Até hoje, estavam recuperadas as comunicações de 39 unidades de saúde, mantendo-se em curso os trabalhos nas restantes.

No âmbito da resposta de emergência, o INEM reforçou a Sala de Situação Nacional com a integração de mais três elementos, que passou a funcionar como estrutura de coordenação das ocorrências, em articulação com os quatro Centros de Orientação de Doentes Urgentes, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o Comando Sub-Regional de Leiria, a Direção Executiva do SNS e os restantes agentes de proteção civil.

Foram igualmente enviados dois oficiais de ligação para o Comando Sub-Regional de Leiria, assegurando a capacidade de ativação de ambulâncias em zonas sem telecomunicações. O INEM prestou ainda apoio aos Bombeiros de Pedrógão Grande, através do fornecimento de tendas, geradores, balneários e comunicações por satélite, em substituição das estruturas do quartel afetadas pela tempestade.

De acordo com o comunicado, a Direção-Geral da Saúde manteve-se em coordenação com o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro, emitindo mensagens de literacia e informação relevante em saúde dirigidas às populações afetadas.

A Direção Executiva do SNS esteve permanentemente articulada com as Unidades Locais de Saúde, assegurando a ligação operacional ao exterior face às limitações nas comunicações, bem como a reposição de consumíveis essenciais e a prevenção de eventuais ruturas de stocks. Foram ativados planos de emergência, garantido o fornecimento de energia elétrica através de geradores e o respetivo reabastecimento, assegurada a preservação das cadeias de frio e dos abastecimentos críticos.

Sempre que necessário, foi realizado o reencaminhamento de doentes, sublinha o ministério, acrescentando que todos os serviços de urgência se mantiveram em funcionamento ao longo do período mais crítico. Para salvaguardar a cadeia de frio, algumas vacinas foram transferidas entre unidades de saúde.

Quanto aos utentes com tratamentos respiratórios domiciliários, o Ministério da Saúde garante que foram identificados e contactados, com o apoio dos cuidados de saúde primários e da Proteção Civil, tendo sido encaminhados para locais onde puderam carregar os equipamentos de oxigénio, assegurando a continuidade dos tratamentos.

NR/lusa/HN

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