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A empreitada mais avultada, orçada em 526 mil euros, diz respeito à Unidade de Saúde de Vale Formoso, em Paranhos. O objectivo passa por aumentar a funcionalidade dos espaços e reforçar o acesso. A intervenção, com duração prevista de quatro meses, inclui a adaptação de um anexo exterior, a conclusão dos trabalhos na cobertura do edifício mais antigo e a criação de um novo acesso automóvel e pedonal. A operação visa ainda reorganizar e ampliar a capacidade de estacionamento.
Já a requalificação do Centro de Saúde da Foz do Douro, junto à Praia do Homem do Leme, tem um preço base de 297 mil euros. A obra, que deverá demorar cerca de 100 dias, procura melhorar as condições de utilização, o conforto e a performance energética do imóvel. As acções previstas passam pela substituição de vãos, reparações pontuais, recuperação de rebocos e pintura geral, tentando sempre preservar as características arquitetónicas originais da construção.
Os concursos públicos foram lançados na semana passada. Questionado sobre o financiamento, o município admitiu a expectativa de enquadrar este investimento no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apesar da “pouca margem” face ao prazo final de agosto de 2026. A autarquia foi clara ao afirmar que os montantes estão já acomodados no orçamento municipal para 2026, sem contar com eventuais receitas do PRR, “por total cautela e segurança da previsão orçamental”.
Em paralelo, e porque a responsabilidade última por estes custos é do Estado, a câmara revelou estar a trabalhar com a Secretaria de Estado da Gestão da Saúde para encontrar alternativas de financiamento. O objetivo é não só reaver eventuais montantes não cobertos pelo PRR, como também viabilizar outros investimentos previstos na rede de cuidados de saúde primários da cidade. Num outro frente, a reabilitação do Centro de Saúde do Cerco, cujo concurso foi lançado em agosto, deverá arrancar ainda na primeira quinzena deste mês, uma obra que já não terá hipótese de candidatura a fundos comunitários do PRR.



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